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Sargento da Marinha mata homem que tentava apartar briga em festa de quinze anos no Rio

Sargento da Marinha mata homem que tentava apartar briga em festa de quinze anos no Rio

Uma celebração de debutante terminou em tragédia após uma militar abrir fogo contra um convidado que apenas tentava evitar o pior.

Uma noite que deveria ser marcada por sonhos e celebração transformou-se em um cenário de horror absoluto na Zona Norte do Rio de Janeiro. No último domingo, dia 24 de maio de 2026, o que era para ser uma festa de 15 anos inesquecível no bairro de Campinho tornou-se palco de um crime brutal. Davidson Vasconcellos Matteo Silva, de 37 anos, foi covardemente assassinado ao tentar exercer o papel de pacificador em uma briga de casal.

Segundo relatos de testemunhas que entraram em estado de choque, o conflito teve início entre a sargento da Marinha, Tayana Rangel Cardel, e seu marido, um policial militar lotado no 3º BPM (Méier). O desentendimento escalou rapidamente até que a militar, em um ato de extrema impulsividade, dirigiu-se até o veículo do casal para buscar a arma de fogo do companheiro. Ao retornar para o local da festa armada, a tensão atingiu o ponto de ruptura.

Percebendo o perigo iminente, Davidson Vasconcellos tentou intervir na discussão para apaziguar os ânimos e evitar uma tragédia maior. No entanto, sua tentativa de heroísmo foi respondida com violência letal. Tayana Rangel Cardel efetuou um disparo que atingiu Davidson em cheio, sem que ele tivesse qualquer chance de defesa. O homem, que apenas buscava a paz, morreu ainda no local, diante dos convidados horrorizados.

Equipes do 9º BPM (Honório Gurgel) foram acionadas imediatamente para atender a ocorrência no bairro de Campinho, mas ao chegarem, encontraram a vítima já sem sinais vitais. A sargento da Marinha foi presa em flagrante pela guarnição e agora aguarda pela audiência de custódia, enquanto o caso é processado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que busca entender cada detalhe da dinâmica do crime.

Em nota oficial, a Marinha do Brasil manifestou-se afirmando estar ciente da gravidade do ocorrido e colocou a militar à disposição das autoridades civis. A instituição reiterou seu compromisso com a ética e a disciplina, lamentando profundamente o episódio e garantindo que não compactua com condutas que ferem os princípios militares. Paralelamente, a Polícia Militar informou que abrirá um procedimento interno para investigar as circunstâncias envolvendo o uso da arma do agente do 3º BPM.

A perda de Davidson deixa um vazio irreparável e uma revolta latente na comunidade. O homem deixa para trás uma esposa e duas filhas, que agora enfrentam a dor de uma despedida prematura e violenta. O velório da vítima está programado para ocorrer nesta terça-feira, dia 26 de maio, às 15h30, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, onde familiares e amigos prestarão as últimas homenagens ao homem que morreu tentando salvar vidas.

Até quando o despreparo emocional de quem deveria nos proteger custará a vida de inocentes? Deixe seu comentário sobre este caso revoltante abaixo.

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