Nenhum remorso e olhar de descaso: mãe e irmã de adolescente assassinado confrontam ex-piloto pedro turra
Em uma audiência carregada de dor e revolta, a família de Rodrigo Castanheira revela detalhes perturbadores sobre a postura do acusado no tribunal.
O **Fórum de Águas Claras** foi palco de um embate emocional devastador nesta **segunda-feira**, durante a audiência de instrução que apura a morte do jovem **Rodrigo Castanheira**, de apenas **16 anos**. Após mais de dez horas de depoimentos tensos, a mãe da vítima desabafou sobre a postura gélida do acusado, o ex-piloto de Fórmula Delta, **Pedro Turra**. Segundo ela, o réu não demonstrou qualquer sinal de arrependimento ou remorso pelas agressões brutais que levaram o adolescente ao óbito.
A sessão, que teve início pontualmente às **9h**, foi marcada por forte comoção de familiares e amigos que clamavam por justiça desde as primeiras horas do dia. **Isabella Castanheira**, irmã de Rodrigo, revelou que fez questão de fixar o olhar no acusado durante todo o tempo para observar suas reações diante das acusações. Ela descreveu o comportamento de **Pedro Turra** como sendo de total descaso, afirmando que ele mantinha o mesmo "olhar de peixe morto" desde a delegacia e chegou a levantar o nariz com arrogância ao ser confrontado.
Relatos da família indicam que a frieza de **Pedro Turra** não é um fato isolado. Segundo **Isabella**, logo após o crime ocorrido em **janeiro deste ano**, em uma briga na região de **Vicente Pires**, o homem teria saído para se divertir com amigos, ignorando a gravidade do estado de saúde de **Rodrigo**. O adolescente lutou pela vida durante **16 dias** em uma unidade hospitalar com traumatismo craniano grave, mas não resistiu aos ferimentos causados pela violência extrema.
Durante o período da tarde, a movimentação no fórum continuou intensa com a oitiva de ao menos sete pessoas, incluindo dois jovens apontados como amigos íntimos do ex-piloto. Um deles tentou evitar a imprensa a todo custo, deixando o local com o rosto escondido por um moletom sobre a cabeça. Entre as testemunhas, estava também o dono da residência onde a briga fatal aconteceu e o pai de um amigo da vítima, que foi o responsável por socorrer **Rodrigo** e levá-lo ao hospital após o espancamento.
O ex-piloto **Pedro Turra** permanece sob custódia no **Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda**, no Distrito Federal, desde o dia **30 de janeiro de 2026**. Até o momento, o Tribunal de Justiça do DF e o STJ negaram pelo menos sete pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa. Agora, o magistrado analisará as provas e depoimentos para decidir se o caso seguirá para o **Tribunal do Júri**, onde o acusado poderá enfrentar o julgamento popular por homicídio qualificado.
Diante dos fortes relatos sobre a frieza do acusado e a dor de uma família destruída, você acredita que o caso deve ir a júri popular imediatamente?