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Jovem confessa ter matado namorada em Três Lagoas: "Colocava defeito em tudo"

G Pro Brasil - Repórter da Tribuna do Nordeste
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Jovem confessa ter matado namorada em Três Lagoas: "Colocava defeito em tudo"
© TRIBUNA DO NORDESTE
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Um crime brutal chocou a cidade de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, na madrugada desta quarta-feira (25). Wellington Patrezi Batista Pereira, de 18 anos, confessou ter matado sua namorada, Beatriz Benevides da Silva, após uma série de discussões por motivos considerados banais no Bairro Novo Oeste 2.

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Em depoimento detalhado ao delegado Gabriel Sales, o autor afirmou que o casal vivia em constantes atritos desde que se mudaram recentemente para a cidade. Segundo o relato de Wellington, Beatriz frequentemente o criticava, afirmando que ele não fazia nada que prestava e colocava defeitos em todas as suas ações domésticas.

O conflito que resultou na tragédia teria começado após a montagem de um armário novo no apartamento do casal. A insatisfação da jovem com o serviço gerou uma nova discussão que escalou rapidamente durante a noite, culminando em agressões físicas de ambas as partes.

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Wellington relatou que, durante o embate, a namorada teria mordido seu braço e ordenado que ele deixasse a residência imediatamente. Tomado por um momento de fúria, o rapaz enforcou a vítima com as próprias mãos em cima da cama até que ela perdesse totalmente a consciência e viesse a óbito no local.

Após perceber a gravidade do ato, o jovem afirmou ter sentido desespero e cogitado o suicídio, mas foi orientado pelo irmão a se entregar. Ele chegou a procurar uma delegacia que estava fechada, acabando por se apresentar voluntariamente no quartel da Polícia Militar por volta das 4h da manhã.

Este trágico episódio é registrado como o 4º feminicídio em Mato Grosso do Sul no decorrer deste ano. O casal era originário de Corumbá e estava junto há pouco mais de um ano, tentando recomeçar a vida em Três Lagoas recentemente.

O autor permanece detido e o caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para as devidas providências legais. Autoridades reforçam que canais como o Ligue 180 estão disponíveis 24 horas para acolhimento e denúncias anônimas de violência doméstica.

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