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Homem quase perde a língua após diagnóstico de câncer causado por HPV

G Pro Brasil - Repórter da Tribuna do Nordeste
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Homem quase perde a língua após diagnóstico de câncer causado por HPV
© TRIBUNA DO NORDESTE
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Anthony Perriam, um pai de família de 41 anos, viu sua vida mudar drasticamente após notar um pequeno caroço indolor sob a mandíbula. O que parecia inofensivo revelou-se um câncer de cabeça e pescoço relacionado ao papilomavírus humano (HPV).

O tumor estava localizado na base da língua e, segundo os médicos, Anthony esteve a um passo de perder o órgão permanentemente. O diagnóstico surpreendeu o galês, que acreditava que o HPV estava associado exclusivamente ao câncer de colo do útero em mulheres. [FOTO_1]

O tratamento foi extremamente agressivo e envolveu uma cirurgia assistida por robô para remover o tumor primário, além da retirada de 44 gânglios linfáticos. Anthony descreveu que a radioterapia e a quimioterapia fizeram com que ele perdesse a saliva, transformando qualquer tentativa de beber água em um grande desafio. Durante todo o processo, o paciente perdeu 22 kg e enfrentou dificuldades severas para se comunicar.

Atualmente recuperado, ele faz um alerta importante sobre a necessidade de buscar ajuda médica ao notar qualquer alteração física, mesmo que não sinta dor. A detecção precoce foi o fator determinante que permitiu que Anthony preservasse a fala e a vida. [FOTO_2]

De acordo com o Ministério da Saúde, o HPV é uma infecção sexualmente transmissível comum que afeta peles e mucosas em ambos os sexos. Embora o sistema imunológico muitas vezes elimine o vírus espontaneamente, tipos de alto risco podem desencadear tumores na orofaringe, ânus e pênis.

A vacinação continua sendo a ferramenta de prevenção mais eficaz contra as complicações graves causadas por esse vírus silencioso. No Brasil, o SUS oferece o imunizante gratuitamente para meninos e meninas de 9 a 14 anos, além de grupos prioritários. [FOTO_3]

Especialistas recomendam manter a vacinação em dia e utilizar preservativos para reduzir os riscos de contágio, embora o uso não elimine totalmente a transmissão. É fundamental estar atento a sinais como feridas que não cicatrizam, dificuldade para engolir ou alterações persistentes na voz que durem mais de duas semanas.

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