A dor de uma família destruída e a revolta de toda uma cidade. A Justiça não hesitou e decretou a prisão preventiva de Lucas Rodrigues Monteiro, o homem apontado como o causador da tragédia brutal que ceifou a vida de Caio Pinheiro Rocha, de 22 anos, e do pequeno anjo Pietro Gael, de apenas dois meses de vida.
Cenário de horror na estrada
O acidente, que parou Araguaína, revelou contornos ainda mais dramáticos. Enquanto a defesa alega fatalidade devido à chuva, as investigações apontam para um cenário de irresponsabilidade total. Segundo a polícia e o Ministério Público, Lucas dirigia em alta velocidade, com pneus inadequados e, pior, sob suspeita de embriaguez.
Um detalhe revelado pela perícia causou espanto: não havia marcas de frenagem na pista. Para as autoridades, isso indica que o motorista assumiu o risco de matar, sem nem tentar parar o veículo antes do impacto mortal contra a moto da família.
Histórico perigoso
O Ministério Público foi implacável ao pedir que Lucas continuasse preso, citando sua "periculosidade social". Foi revelado que ele já respondia a outro processo criminal e estava proibido de frequentar bares — ordem que teria descumprido antes do acidente fatal.
Enquanto o acusado permanece atrás das grades por homicídio doloso, a mãe do bebê, única sobrevivente da colisão, luta para se recuperar dos graves ferimentos, carregando agora a dor insuportável da perda de seu marido e filho.