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Universitária da unb registra horror e grava momento em que é estuprada por ex-namorado abusivo

universitária da unb registra horror e grava momento em que é estuprada por ex-namorado abusivo

Uma jovem de 19 anos reuniu provas devastadoras contra o agressor, incluindo áudios de violência sexual e ameaças de morte explícitas no Distrito Federal.

A investigação conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelou detalhes perturbadores de um ciclo de violência que durou três anos. Uma estudante da Universidade de Brasília (UnB), de apenas 19 anos, conseguiu romper o silêncio ao apresentar um acervo chocante de áudios e vídeos que provam os abusos cometidos por seu ex-namorado, Davi de Oliveira Mendonça, de 25 anos, que se apresenta como músico e designer.

O material probatório é tão robusto que a Justiça já deferiu medidas protetivas de urgência, proibindo qualquer contato do agressor com a vítima. No centro da denúncia, um áudio aterrorizante registra o momento exato em que a jovem é estuprada. O calvário começou quando ela tinha apenas 17 anos, cursando o 3º ano do ensino médio, em um momento de fragilidade emocional logo após a perda do avô por câncer.

Segundo depoimentos obtidos pela coluna Na Mira no dia 28 de maio de 2026, as tentativas de término eram sempre barradas por ameaças psicológicas e intimidação física severa. O agressor chegou a orquestrar campanhas de difamação no Gama, acusando a jovem falsamente de racismo enquanto ela realizava pesquisas acadêmicas. A vítima relatou ter sido forçada a sair de onde nasceu, chegando a dormir no chão e passar fome devido às manipulações de Davi.

Após ceder à pressão e morar com o investigado, as agressões físicas escalaram dramaticamente. Colegas de faculdade notavam marcas de apertões e empurrões, enquanto o agressor destruía pertences pessoais para isolá-la completamente. Ele ainda utilizava o status social de sua própria família para coagi-la, afirmando que seu pai possuía contatos e advogados influentes que tornariam qualquer tentativa de denúncia inútil perante as autoridades locais.

Um dos episódios mais graves detalha que a jovem foi abusada sexualmente enquanto estava sob o efeito de anti-histamínicos. Mesmo após o término definitivo, o assédio persistiu de forma violenta. No dia 23 de abril, Davi a encurralou dentro de um coletivo do BRT do Gama. Já na virada de 1º para 2 de maio, sob o pretexto de procurar um celular, ele a enforcou violentamente e disparou: "Você tem sorte, pois naquele momento iria te matar".

A Deam constatou que o investigado já possuía antecedentes criminais por violência doméstica enquadrados na Lei Maria da Penha, fatos que ele ocultava da estudante sob segredo de Justiça. Em sua defesa, Davi de Oliveira Mendonça afirmou ter conhecimento do inquérito e da medida protetiva, mas declarou-se inocente, alegando que se pronunciará oficialmente assim que tiver acesso integral aos autos do processo que corre sob sigilo.

Diante de provas tão contundentes e da coragem dessa jovem em gravar o próprio sofrimento, como você avalia a eficácia das medidas protetivas atuais? Deixe seu comentário.

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