Fim da linha e do salário gordo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não hesitou e assinou, nesta segunda-feira (22/12), a demissão do tenente-coronel da reserva da Polícia Militar, Marcelo Ricardo Silva. O motivo é perturbador: o oficial de 52 anos foi condenado por pedofilia.
Perdeu a patente e a boquinha de R$ 26 mil
Com uma canetada publicada no Diário Oficial, Tarcísio determinou a cassação imediata da aposentadoria do oficial, cujo valor bruto chegava a impressionantes R$ 25.972,17. A decisão segue o Regulamento Disciplinar da PM, que não tolera condutas desonrosas e incompatíveis com a farda.
O horror escondido nos HDs
A queda do oficial começou em Bauru (SP), quando a Polícia Civil invadiu sua casa. O resultado da perícia foi devastador: um notebook da própria corporação, celulares e oito HDs externos estavam recheados de "farto conteúdo de pornografia infantil". A investigação revelou que o PM monitorava e buscava esses materiais sórdidos até nas profundezas da Deep Web.
A desculpa da defesa não colou
Tentando salvar a pele e o bolso do cliente, a defesa alegou que Marcelo sofria de "compulsão" e depressão, dizendo que ele baixava arquivos em massa "sem ver" e que era uma "pessoa doente". O laudo psiquiátrico oficial, porém, derrubou a tese: apesar da depressão, ele tinha plena consciência do caráter ilícito de seus atos.
Agora, sem farda, sem honra e sem o salário astronômico, o ex-tenente-coronel promete recorrer, mas a decisão administrativa sela o destino de uma carreira manchada pelo crime.