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SALVADOR: Técnicos de internet são amarrados e mortos por não pagar ‘taxa do crime’ Entenda!

G Pro Brasil - Repórter da Tribuna do Nordeste
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SALVADOR: Técnicos de internet são amarrados e mortos por não pagar ‘taxa do crime’ Entenda!
© TRIBUNA DO NORDESTE
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SALVADOR: Técnicos de internet são amarrados e mortos por não pagar ‘taxa do crime’ Entenda!

Uma cena de guerra e barbárie tomou conta do bairro do Alto do Cabrito, em Salvador, deixando a população em estado de choque absoluto. Três trabalhadores, pais de família que saíram para ganhar o pão de cada dia, foram brutalmente torturados e executados pelo tribunal do crime. O motivo? A ganância desenfreada do Comando Vermelho (CV) e um esquema de extorsão que cobra um preço impagável: a vida.

O Massacre do ‘Pedágio’

Ricardo Antônio da Silva Souza, Jackson Santos Macedo e Patrick Vinícius dos Santos Horta foram encontrados jogados em via pública como se fossem nada. Com pés e mãos amarrados e marcas de tiros na cabeça, os corpos exibiam a assinatura da crueldade típica das facções que tentam dominar a Bahia.

Fontes policiais revelaram ao Portal A TARDE que a execução foi uma mensagem sangrenta: a empresa para a qual eles prestavam serviço teria falhado no pagamento das taxas impostas pelo tráfico.

A Ganância do Crime: 40% ou a Morte

O que está por trás dessas mortes é um esquema assustador importado do Rio de Janeiro. O Comando Vermelho não quer apenas dominar as ruas, quer ser sócio majoritário das empresas de internet. A regra é clara e a punição é fatal:

  • Taxa Mensal: R$ 15 por cada cliente atendido;
  • Taxa Anual: 40% de todo o lucro da empresa na região.

Segundo representantes do setor, que vivem sob o medo constante, quem não paga é expulso na base da bala, tem seus carros incendiados ou, como visto nesta tragédia, seus funcionários sentenciados à morte.

Pânico e Revolta nas Ruas

Enquanto a empresa Planet Internet emite notas de pesar e as famílias choram a perda irreparável, o clima é de terror absoluto entre os trabalhadores do setor. Um protesto marcado pela indignação e pelo luto tomou conta da frente da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA).

“Não temos segurança alguma, só medo”, desabafou uma representante da categoria. A caçada aos assassinos foi declarada como prioridade máxima pelo secretário Marcelo Werner, que prometeu usar todos os recursos para encontrar os “covardes que retiraram a vida de três trabalhadores de forma desumana”.

A Bahia sangra, e a pergunta que fica é: até quando o cidadão de bem pagará com a vida o preço da guerra entre o Estado e o crime organizado?

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