O oficial afirma que a hierarquia foi totalmente invertida e ele vive sob o comando de soldados e cabos na prisão.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, revelou detalhes de sua vida no Presídio Militar Romão Gomes. Em depoimento à Corregedoria da PM, ele afirmou que a hierarquia militar foi completamente ignorada.
Humilhações e rotina de limpeza na prisão
“Eu sou um escravo”, desabafou o oficial durante o inquérito policial militar. Ele alega que precisa pedir autorização a um soldado para entrar na cela e realizar tarefas de faxina. O réu descreve que limpa banheiros, corredores e busca as próprias refeições.
Geraldo afirmou que o ambiente na Zona Norte de São Paulo é composto majoritariamente por cabos e soldados. Ele relatou sofrer chacota entre os presos após o vazamento de mensagens íntimas trocadas com a vítima.
Cobranças de antigos subordinados e adiamento
No presídio, o coronel diz encontrar policiais militares que ele próprio fiscalizou no passado. Ele afirma que esses internos o reconhecem e fazem intimidação direta. A segurança e o tratamento diferenciado para oficiais seriam inexistentes na unidade.
O julgamento do caso teve um novo desdobramento com o adiamento do interrogatório judicial que ocorreria nesta terça-feira. A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro marcou a nova audiência para 5 de outubro. A Justiça aguarda agora complementações técnicas do Instituto de Criminalística.
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O desfecho do caso agora depende das novas perícias técnicas solicitadas pela defesa e pelo tribunal.

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