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Coronel da PM acusado de matar esposa nega crime e afirma conversar com vítima em orações

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto sustenta tese de suicídio enquanto perícia técnica aponta indícios de feminicídio e simulação na ...

Coronel da PM acusado de matar esposa nega crime e afirma conversar com vítima em orações

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto sustenta tese de suicídio enquanto perícia técnica aponta indícios de feminicídio e simulação na cena do crime.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso desde 18 de março, deu detalhes inéditos sobre sua rotina no Presídio Militar Romão Gomes. O oficial é o principal suspeito da investigação que apura a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

Durante o interrogatório, o militar afirmou que costuma conversar com a vítima em suas orações e que sonha diariamente com ela. O caso, ocorrido em São Paulo, foi registrado originalmente como suicídio, mas a tipificação mudou para feminicídio após o surgimento de novas evidências.

Circunstâncias e Versão da Defesa

Geraldo relatou que passou a frequentar cultos no presídio da zona leste e negou ter efetuado o disparo. Segundo ele, encontrar a esposa ferida foi a cena mais traumática de seus 35 anos de carreira na Polícia Militar.

O oficial alega inocência e afirma que Gisele tirou a própria vida, afetando a infância da filha do casal. Entretanto, o Inquérito Policial Militar (IPM) indica que ele pode ter alterado o local para ocultar o crime e simulado o suicídio.

Laudo Pericial e Andamento na Justiça

Um laudo complementar da perícia criminal reforçou que a hipótese de suicídio apresenta incompatibilidades materiais. O documento técnico sustenta que a intervenção de uma segunda pessoa é a explicação mais provável diante dos vestígios encontrados na cena do crime.

O interrogatório na Justiça comum foi adiado pela terceira vez a pedido da defesa. A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro remarcou a oitiva para o dia 5 de outubro, às 13h, aguardando novas diligências do Instituto de Criminalística.

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A conclusão definitiva do caso depende agora do novo interrogatório agendado para outubro e dos esclarecimentos finais da perícia técnica.

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