Um cenário de terror e desespero tomou conta do bairro Petrópolis após uma abordagem policial terminar com um rapaz vulnerável ferido gravemente.
Um episódio de extrema violência chocou os moradores do bairro Petrópolis, na zona Sul de Manaus, durante a terça-feira (28). O jovem Igor Gabriel, de apenas 25 anos, foi atingido por um disparo de arma de fogo efetuado por agentes das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam). O caso ganha contornos dramáticos pois a vítima possui diagnóstico de esquizofrenia e faz uso contínuo de medicação controlada, sendo amplamente conhecido na vizinhança por sua condição de saúde mental.
De acordo com relatos desesperados de familiares e testemunhas que presenciaram a cena, Igor Gabriel estava portando uma arma de brinquedo feita de plástico no momento da abordagem. A prima do jovem relatou que os moradores tentaram, aos gritos, avisar os policiais da Rocam sobre o transtorno mental do rapaz, informando inclusive que ele tinha o hábito inofensivo de confeccionar réplicas de armas com materiais recicláveis, mas os alertas parecem ter sido ignorados no calor da ação.
O pânico se instalou quando o jovem, assustado com a aproximação ostensiva da equipe policial, tentou correr para se proteger. Foi nesse exato momento que um dos policiais disparou, atingindo Igor Gabriel em cheio no peito. O rapaz caiu imediatamente ao solo, necessitando de socorro urgente prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou para uma unidade hospitalar da capital amazonense sob forte comoção popular.
A operação policial ainda deixou outras vítimas indiretas no local do ocorrido. Testemunhas afirmaram que, durante o tumulto gerado pela abordagem, uma criança e uma idosa foram atingidas por spray de pimenta utilizado pelos agentes, agravando ainda mais a revolta da comunidade de Petrópolis contra a conduta da guarnição. Até o fechamento desta reportagem, não foram divulgadas atualizações oficiais sobre o quadro clínico atual do jovem baleado.
A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) ainda não emitiu um posicionamento oficial detalhando os motivos que levaram ao disparo contra um jovem em surto ou em confusão mental. A família de Igor Gabriel clama por justiça e exige que as circunstâncias da abordagem sejam rigorosamente investigadas pelas autoridades competentes, questionando o uso da força letal contra alguém que não representava uma ameaça real aos policiais devidamente treinados.
A abordagem policial foi desproporcional ou um erro fatal em meio à tensão? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe este caso para que não caia no esquecimento.