O desfecho do crime que chocou o litoral paulista revela uma trama de traição e frieza após a prisão do terceiro suspeito de ocultar o corpo da vítima.
A investigação sobre o brutal assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, deu um passo decisivo nesta terça-feira, dia 4 de agosto. As autoridades confirmaram a prisão de Magno dos Santos Neri Barbosa, conhecido como Ney, apontado como peça-chave no crime que aterrorizou a cidade de Ubatuba, no litoral de São Paulo.
Ney é sobrinho de Eliane Alves, a ex-patroa da vítima, que já se encontra detida por envolvimento no homicídio. Segundo as apurações conduzidas pelo delegado Tadeu Ricardo de Castro, o suspeito teria atuado em conjunto com a própria tia e com o policial militar aposentado Irimar Castilho. O grupo é acusado de planejar a morte da idosa e trabalhar intensamente na ocultação do cadáver para dificultar o trabalho das forças de segurança.
A motivação por trás da barbárie é classificada como fútil e revoltante pela Polícia Civil. As investigações apontaram que um desacordo financeiro relacionado ao pagamento da rescisão de contrato de Berenice teria selado o destino da cozinheira. A mulher desapareceu misteriosamente após aceitar uma carona de Eliane ao sair do restaurante onde prestava serviços, sendo levada para um destino sem volta pelos seus algozes.
O desfecho trágico foi confirmado quando o corpo de Berenice foi localizado em uma região de difícil acesso, preso às árvores de um desfiladeiro profundo na Estrada de Lídice. A operação de resgate foi extremamente complexa, mobilizando o Corpo de Bombeiros, o 3° Batalhão de Ações Especiais (Baep), além de policiais de São Sebastião e da PM carioca, estendendo-se até o final da noite devido ao terreno perigoso.
De acordo com o delegado seccional André Luiz Matera Costilhas, a identificação da vítima foi possível graças ao reconhecimento de tatuagens e características físicas marcantes feito pelos familiares. O corpo apresentava um avançado estado de decomposição e ainda vestia as mesmas roupas do dia do desaparecimento. Com a prisão de Magno Barbosa e a conversão da prisão de Eliane em preventiva, a polícia encerra um dos capítulos mais sombrios da criminalidade recente na região.
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