Investigação revela que suspeita fingiu gravidez e usou substância para dopar mãe adolescente antes de fugir com a recém-nascida para o Paraguai.
A DEPCA detalhou nesta sexta-feira (14) o desfecho da investigação sobre o sequestro da bebê Ayla em Campo Grande. A criança foi resgatada após mobilização policial internacional.
Segundo a Polícia Civil, a autora Suzilaine, de 39 anos, arquitetou o crime para sustentar uma gravidez falsa. O objetivo era manter o casamento e criar a vítima como sua própria filha.
Dinâmica do crime e captura das vítimas
A Justiça também confirmou a prisão do marido da suspeita, Alex, considerado cúmplice no caso. Ele já possuía um mandado por homicídio e utilizava documentos falsos no momento da abordagem.
A aproximação com a mãe da vítima ocorreu via redes sociais, onde a autora oferecia doações de fraldas e roupas. Ela usou um golpe de falsa caridade para ganhar a confiança da família adolescente.
No dia da ação, um comparsa usou um pano com substância para desmaiar a mãe, que foi amarrada e abandonada em uma mata. A criança foi levada imediatamente para a região de fronteira.
Fuga para o Paraguai e resgate internacional
Suzilaine fugiu para Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde permaneceu escondida por três dias. O resgate só foi possível graças ao acionamento do Amber Alert e do Comando Bipartite.
A segurança pública destacou que a autora possui extensos antecedentes criminais. Seus próprios filhos biológicos foram criados pela avó enquanto ela estava no sistema prisional.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Judiciário para a responsabilização dos envolvidos. A bebê Ayla já está sob os cuidados da mãe em Mato Grosso do Sul.
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