O crime que chocou a comunidade brasileira em Oeiras ganha novos desdobramentos com revelações sobre negligência estatal e versões conflitantes de familiares.
O adolescente de 15 anos acusado de tirar a vida da própria mãe, a brasileira Gabriela de Paula Barbosa, em Oeiras, Portugal, quebrou o silêncio. Através de sua defesa, o jovem apresentou uma versão que aponta para uma tragédia anunciada.
A advogada Cristiana Carvalho afirmou que o ato foi resultado de um desespero profundo e promessas não cumpridas pelas autoridades. Segundo a defesa, o crime por asfixia ocorreu após uma série de agressões no mesmo dia, em 14 de agosto.
Falhas no sistema de proteção em Portugal
A defesa destaca a negligência da Segurança Social portuguesa. Mesmo com o pai das crianças preso por violência doméstica desde o ano passado, os menores continuavam na residência em situação de risco.
O Ministério Público e o tribunal já haviam recebido vídeos e e-mails sobre os conflitos familiares. O processo era tratado como prioritário desde julho de 2023, mas nada foi feito para retirar os jovens do local.
Família materna aponta psicopatia e crime premeditado
Por outro lado, a família de Gabriela, que morava em Osasco, em São Paulo, contesta essa versão. Parentes afirmam que o garoto apresentava sinais de psicopatia e realizava buscas sombrias na internet.
Amigos da vítima relataram à RecordTV que o crime foi premeditado. O jovem teria pesquisado métodos de assassinato e demonstrava frieza extrema diante dos conflitos entre os pais em território português.
Atualmente, o adolescente permanece sob custódia do Estado e pode enfrentar internação em um centro educativo. A irmã de 4 anos está sob cuidados temporários enquanto a Justiça decide o destino da guarda.
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O caso segue sob investigação das autoridades portuguesas enquanto a família materna luta para trazer a irmã do jovem para o Brasil.
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