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Relato dramático: mulher afirma ter sido presa injustamente após sofrer assédio em espetinho no Centro

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por Admin 3 Publicado em 06/07/2026
Relato dramático: mulher afirma ter sido presa injustamente após sofrer assédio em espetinho no Centro

O que era para ser uma noite tranquila terminou em algemas e marcas de agressão; entenda a reviravolta que chocou João Pessoa.

O que deveria ser um momento de descontração terminou em um verdadeiro pesadelo para uma mulher identificada como Cícera, no Centro de João Pessoa. O caso, que ganhou repercussão recentemente, ocorreu em um tradicional espetinho localizado na Rua Riachuelo. Segundo a denúncia, a vítima foi alvo de uma série de injustiças que culminaram em sua detenção pela Polícia Militar, após um episódio de importunação sexual que teria sido o estopim de toda a confusão no local.

Conforme o relato detalhado da vítima, ela estava consumindo um espetinho e uma bebida quando foi abordada por um homem desconhecido em uma mesa ao lado. O indivíduo teria alegado que conhecia Cícera e sua família, tentando estabelecer uma proximidade forçada. A situação escalou rapidamente quando o homem passou a insistir de forma agressiva para que ela o acompanhasse até um motel, convite que foi prontamente recusado pela mulher, gerando um clima de tensão imediato no estabelecimento.

A recusa não foi aceita pacificamente. De acordo com as declarações de Cícera, o agressor agiu de forma invasiva ao segurar seu queixo e desferir um beijo sem qualquer tipo de autorização ou consentimento. Diante da violação de seu espaço pessoal, ela reagiu rejeitando a atitude abusiva e exigindo que o homem se afastasse. No entanto, em vez de cessar o comportamento, o indivíduo teria começado a incitar outra mulher presente no local contra a vítima, inflamando ainda mais os ânimos.

O proprietário do estabelecimento, ao notar o tumulto, interveio de forma que Cícera considerou injusta, solicitando que ela deixasse o recinto. Em meio ao caos, a outra mulher envolvida acionou a Polícia Militar, acusando a vítima de proferir palavras de baixo calão. Cícera nega veementemente as acusações, afirmando que apenas tentava explicar o ocorrido e que pretendia permanecer no local apenas o tempo necessário para terminar o que já havia pago para consumir.

A chegada dos policiais militares trouxe um novo capítulo de drama à ocorrência. Os agentes deram voz de prisão à mulher sob graves acusações de racismo e desacato. Mesmo afirmando estar com a consciência tranquila e disposta a acompanhar a guarnição para esclarecer os fatos, Cícera relata que a abordagem foi marcada pelo uso excessivo da força. Segundo ela, a ação truculenta resultou em lesões severas em seus braços, cujas marcas permanecem visíveis mesmo após uma semana do ocorrido.

Atualmente, a mulher expressa um profundo sentimento de revolta e indignação com o desfecho do caso. Ela reitera que foi vítima de uma armação e que sua prisão foi uma injustiça desproporcional, decorrente apenas de sua resistência a investidas indesejadas de cunho sexual. Enquanto Cícera busca justiça, o espaço segue aberto para que a Polícia Militar, o dono do espetinho e os outros envolvidos apresentem suas versões sobre os fatos que chocaram os frequentadores da Rua Riachuelo.

Diante de um relato tão forte sobre abuso e injustiça, qual a sua opinião sobre a conduta das autoridades nesse caso? Deixe seu comentário abaixo.

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