Um relacionamento proibido que terminou em 87 facadas e um rastro de sangue por Santa Catarina finalmente chegou ao tribunal.
A justiça catarinense deu um veredito implacável nesta quinta-feira (23/7) no Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma. O réu, que mantinha um relacionamento amoroso proibido com sua própria tia afetiva, foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão. O crime, que chocou a região pela brutalidade extrema, envolveu o assassinato de uma mulher que foi adotada pela família e era considerada irmã do pai do acusado.
O trágico episódio aconteceu no dia 1º de junho de 2024, no interior da residência da vítima. Naquela noite, o que deveria ser um jantar entre familiares transformou-se em uma cena de horror absoluto. O acusado, mesmo sendo casado, visitou a tia para manter o relacionamento extraconjugal, mas uma suposta ofensa desferida pela mulher teria servido de estopim para uma fúria incontrolável e mortal por parte do agressor.
De acordo com a acusação sustentada pela Promotora de Justiça Simone Rodrigues da Rosa, a vítima sofreu um ataque devastador com 87 golpes de faca. A perícia técnica realizada no local demonstrou que a mulher lutou desesperadamente por sua vida, tentando reagir e buscar ajuda, mas continuou sendo atingida repetidamente em diversas partes do corpo, sofrendo um martírio prolongado antes de sucumbir aos ferimentos fatais.
Os jurados acolheram integralmente as quatro qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A condenação incluiu o recurso que dificultou a defesa da vítima, o emprego de meio cruel pela quantidade excessiva de golpes, o motivo fútil e o feminicídio, confirmando que o réu e a vítima mantinham um relacionamento íntimo de afeto antes da tragédia ocorrer.
Após o assassinato, o réu fugiu para o Rio Grande do Sul acompanhado de seu irmão. O irmão do acusado, no entanto, não chegou a ser julgado, pois faleceu meses depois durante um confronto armado com a Brigada Militar. Ele era foragido do sistema prisional e já possuía condenações anteriores por homicídio, evidenciando o histórico de periculosidade da dupla que aterrorizou a região sul do estado.
O rastro de violência não parou na tia. Apenas duas semanas após o primeiro crime, em 15 de junho de 2024, o homem teria cometido um segundo assassinato brutal. Desta vez, a vítima foi um taxista na cidade de Jaguaruna. O motorista foi surpreendido enquanto dirigia e morto com mais de 53 facadas, em um ataque covarde e sem motivação esclarecida durante o retorno do réu para Santa Catarina.
O veículo do taxista foi abandonado nos fundos de um posto de combustíveis em Morro da Fumaça, enquanto o corpo foi localizado somente no dia seguinte em uma região afastada. Por este novo crime, o réu enfrentará uma nova sessão do Tribunal do Júri marcada já para esta sexta-feira (24/7) na Comarca de Jaguaruna, onde poderá ter sua pena total ampliada significativamente diante de tamanha crueldade.
Diante de tamanha brutalidade e da frieza relatada nos autos, você acredita que a pena de 26 anos é suficiente para punir esses crimes? Deixe sua opinião nos comentários.