Três desaparecimentos em série de mulheres brasileiras e estrangeiras em solo francês deixam famílias desesperadas e autoridades em alerta máximo.
A tranquilidade de famílias brasileiras no exterior foi brutalmente interrompida por uma sequência de desaparecimentos perturbadores na França. O caso mais recente que chocou a comunidade internacional envolve a adolescente Alice Oliveira, de apenas 16 anos, natural de Goiânia (GO). A jovem, que reside em solo francês há quatro anos e trabalhava como babá, foi vista pela última vez na quarta-feira (22/7), quando deveria encontrar o pai em uma estação de trem para voltar para casa, compromisso que nunca aconteceu.
De acordo com relatos da prima de Alice, a advogada Eduarda Costa, o sumiço é completamente atípico, pois a adolescente mantinha uma rotina rigorosa de comunicação com seus familiares. Alice não desceu do trem no horário previsto, não atendeu ligações e parou de responder mensagens instantaneamente através de todos os canais digitais. A irmã da jovem, Ana Flávia Oliveira, reforçou o desespero da família ao afirmar que a adolescente jamais sairia sem avisar previamente para onde estava indo, o que levanta suspeitas de algo grave.
As investigações ganharam um novo contorno com o desaparecimento da amiga de Alice, a cabo-verdiana Maria de Fátima Pina Monteiro. Maria foi vista pela última vez na terça-feira (21/7), apenas um dia antes do sumiço da goiana. A principal suspeita dos familiares é que as duas jovens possam estar juntas, já que informações preliminares divulgadas por parentes em redes sociais indicam que elas foram avistadas seguindo em direção à região de Marseille, no Sul da França.
O cenário de angústia se agrava com um terceiro caso registrado praticamente ao mesmo tempo. A engenheira brasiliense Gabriele da Silva Monteiro, de 34 anos, também desapareceu na quinta-feira (23/7), na cidade de Lyon. Diferente das outras jovens, Gabriele sumiu de forma intrigante de dentro de seu próprio bairro, o Debourg, deixando para trás documentos fundamentais e pertences pessoais importantes dentro de sua residência, que foi encontrada destrancada.
Testemunhas oculares, incluindo uma vizinha de Gabriele, relataram que a engenheira foi vista pela última vez por volta das 12h30 de quinta-feira no elevador do prédio onde morava, logo após buscar as filhas na escola. O marido da brasileira encontrou o apartamento vazio por volta das 17h. No momento do desaparecimento, acredita-se que Gabriele usava uma bermuda de ginástica com estampa geométrica colorida e um tênis branco com detalhes de oncinha lateral.
A amiga de Gabriele, Lívia Possi, revelou que elas tinham planos concretos de participar de um casamento no dia seguinte ao sumiço, o que reforça a tese de um desaparecimento involuntário e repentino. A Polícia Francesa já foi oficialmente notificada sobre os três casos e trabalha para traçar possíveis conexões entre as ocorrências, enquanto o Consulado-Geral do Brasil em Marselha presta assistência jurídica e emocional aos parentes envolvidos.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que acompanha de perto o desenrolar das buscas e está em contato direto com as autoridades locais para garantir que todos os recursos sejam utilizados na localização das brasileiras. Enquanto as respostas não chegam, as famílias de Alice, Maria de Fátima e Gabriele utilizam as redes sociais para divulgar fotos e contatos de emergência, implorando por qualquer pista que possa levar ao paradeiro das jovens.
O mistério na França continua sem respostas claras e o medo se espalha. Você acredita que esses casos podem estar interligados? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe para ajudar nas buscas.