O mistério do sumiço de Monique terminou de forma macabra: o corpo estava escondido sob o cimento do próprio quarto do casal.
A pacata cidade de São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo, foi palco de um crime de crueldade indescritível que veio à tona na última sexta-feira, dia 24 de julho de 2026. Monique Oliveira Fernandes, de apenas 33 anos, foi encontrada sem vida, enterrada sob o chão do próprio quarto onde dormia com o seu companheiro.
O mistério sobre o sumiço da mineira de Carangola foi desvendado quando o marido, Mário Almeida Pinto, de 46 anos, procurou espontaneamente as autoridades para confessar o feminicídio. Ele detalhou friamente como executou o plano para ocultar o corpo, transformando a residência em um cenário de horror absoluto.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito demonstrou um planejamento macabro ao retirar o piso cerâmico do quarto, cavar uma cova profunda e, após depositar a vítima, refazer todo o acabamento com cimento. O objetivo era garantir que ninguém encontrasse o cadáver enquanto ele sustentava uma mentira para a família.
Antes da confissão, Mário tentou ludibriar a Polícia Militar e os parentes, alegando que Monique teria partido no início de julho para Rio das Ostras (RJ). A versão, no entanto, começou a desmoronar conforme os investigadores notaram inconsistências e a pressão das buscas intensificadas pela família da vítima aumentou drasticamente.
Silvania Santos de Oliveira, mãe de Monique, foi quem registrou oficialmente o desaparecimento após perder totalmente o contato com a filha. Silvania revelou em entrevista que o casal vivia um relacionamento conturbado e que já havia aconselhado a filha a se separar após a descoberta de mensagens de outra mulher no celular de Mário.
O crime deixa marcas profundas e uma família destroçada, já que Monique Fernandes era mãe de dois filhos, um menino e uma menina, frutos de um relacionamento anterior. O corpo da vítima foi encaminhado ao Serviço Médico Legal de Cachoeiro de Itapemirim para a realização de exames periciais que devem apontar a causa exata da morte.
Apesar da gravidade dos fatos e da confissão do assassinato, Mário Almeida Pinto foi autuado inicialmente apenas pelo crime de ocultação de cadáver. Como o homicídio ocorreu dias antes da apresentação à delegacia, não houve prisão em flagrante pelo assassinato, gerando uma onda de revolta e indignação na comunidade local enquanto o inquérito prossegue.
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