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Justiça mantém condenação de Paulo Cupertino e família de Rafael Miguel reage após nova decisão

O desfecho de um dos crimes mais brutais do país acaba de ganhar um novo capítulo decisivo no tribunal. O brutal assassinato do jovem ator...

Justiça mantém condenação de Paulo Cupertino e família de Rafael Miguel reage após nova decisão

O desfecho de um dos crimes mais brutais do país acaba de ganhar um novo capítulo decisivo no tribunal.

O brutal assassinato do jovem ator Rafael Miguel e de seus pais, que chocou o Brasil inteiro em 9 de junho de 2019, acaba de ter um novo desdobramento jurídico de impacto. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu manter a condenação de Paulo Cupertino Matias, o homem que executou a sangue frio a família na frente de sua casa no bairro Pedreira, na Zona Sul de São Paulo.

A tragédia ocorreu quando Rafael Miguel, então com 22 anos, e seus pais foram tentar conversar pacificamente sobre o namoro do jovem com Isabela Tibcherani. Ao chegarem no local, foram surpreendidos por Paulo Cupertino, que, armado com uma pistola, efetuou 13 disparos à queima-roupa contra as três vítimas. O ator foi atingido por sete tiros, enquanto sua mãe morreu tentando protegê-lo em um abraço desesperado, sendo também baleada.

Após o crime bárbaro motivado por um ciúme possessivo e doentio, Paulo Cupertino protagonizou uma fuga cinematográfica que durou quase três anos, utilizando nomes falsos e disfarces até ser capturado em maio de 2022. O julgamento oficial ocorreu em maio de 2025, culminando na condenação definitiva do assassino que nunca aceitou o relacionamento da filha, descrita como vítima de um ambiente familiar extremamente violento.

Nesta terça-feira, 28 de maio, o advogado da família das vítimas, Fernando Viggiano, manifestou-se publicamente sobre a decisão do TJSP de manter a sentença. Segundo ele, a manutenção da condenação reafirma a soberania do Tribunal do Júri e encerra as principais teses da defesa, representando uma vitória crucial para os parentes que ainda buscam justiça pelo triplo homicídio.

A única modificação técnica na sentença foi a adequação da pena de 98 para 90 anos de reclusão. Essa mudança ocorreu devido ao limite legal de 30 anos para cada um dos três homicídios praticados na época dos fatos. No entanto, a justiça garantiu que não houve qualquer redução das qualificadoras ou modificação da responsabilidade criminal do réu, que permanecerá preso cumprindo a sentença máxima.

O acórdão da apelação publicado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou que não existiram irregularidades no processo, nem quebra de cadeia de custódia das provas. Para os familiares de Rafael Miguel, o desfecho traz um alento necessário após anos de dor profunda e espera, consolidando a punição exemplar para o autor de um dos crimes mais covardes da história paulista.

A redução técnica da pena para 90 anos faz justiça à memória das vítimas? Deixe sua opinião e comente sobre esse desfecho histórico.

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