Uma tentativa de roubo na Avenida Rebouças terminou em disparos e morte após o proprietário, que é CAC, agir em legítima defesa.
Um episódio de extrema violência e tensão marcou a tarde desta terça-feira (7) na movimentada Avenida Rebouças, localizada em Sumaré, no interior de São Paulo. Um assaltante, identificado como Guilherme Santos, de 25 anos, perdeu a vida após tentar roubar uma loja de colchões e ser surpreendido pela reação armada do proprietário do estabelecimento comercial.
De acordo com informações oficiais da Polícia Civil, a ação criminosa ocorreu em plena luz do dia, quando o suspeito abordou as vítimas. O dono da loja, Vinícius Baumgartner, que possui registro legal de arma de fogo na categoria de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), percebeu a gravidade da ameaça e decidiu reagir, dando início a uma troca de tiros no local.
Durante o confronto, Guilherme Santos foi atingido por três disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual de Sumaré (HES), mas, devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu e veio a óbito na unidade hospitalar. O caso foi formalmente registrado pelas autoridades como homicídio e tentativa de roubo, dadas as circunstâncias do ocorrido.
O proprietário da loja, Vinícius Baumgartner, também sofreu ferimentos durante o embate, sendo atingido na mão. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Macarenko, onde recebeu os cuidados médicos necessários e passa bem. O Delegado Marcelo Moreschi Ribeiro e o Tenente-coronel Paulo Salgado, do 48º Batalhão da Polícia Militar, acompanharam o caso de perto.
As autoridades confirmaram que o empresário não será preso ou indiciado pelo disparo fatal, uma vez que as investigações preliminares e os depoimentos apontam que ele agiu amparado pelo instituto da legítima defesa. O armamento utilizado por ele estava devidamente regularizado conforme a legislação vigente para cidadãos com registro de atirador esportivo e colecionador.
Enquanto a perícia trabalhava no local, a Polícia Militar iniciou buscas por um segundo suspeito que participou do crime. O indivíduo estava aguardando do lado de fora em uma motocicleta e, ao ouvir os disparos, fugiu em alta velocidade dirigindo pela contramão. As investigações prosseguem para identificar e localizar o comparsa que conseguiu escapar do cerco policial na Avenida Rebouças.
A reação em legítima defesa é um tema que divide opiniões. Você concorda com a atitude do proprietário em reagir ao assalto? Deixe seu comentário abaixo.

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