Um cenário de horror na zona oeste: saiba como um morador de rua escapou da morte após punição brutal.
O cenário de horror tomou conta do bairro Santo Antônio, na zona oeste de Manaus, quando um jovem de apenas 22 anos foi encontrado em estado deplorável. O crime ocorreu na última segunda-feira (15), deixando a comunidade em estado de choque com a violência empregada por grupos que comandam a região através do chamado 'tribunal do crime'.
A vítima, que vive em situação de rua, foi alvo de uma agressão covarde e extremamente brutal. Segundo relatos iniciais, o rapaz teve três dedos da mão direita amputados à força, além de apresentar diversas marcas de espancamento por todo o corpo. O sofrimento do jovem foi exposto quando moradores locais ouviram seus gritos e o encontraram ensanguentado.
O crime aconteceu após o jovem ser abordado por integrantes de uma facção criminosa e levado para um terreno baldio isolado. De acordo com o depoimento da própria vítima, ele foi submetido a um interrogatório violento sob a acusação de estar praticando furtos e roubos nas redondezas, o que teria motivado a 'sentença' imposta pelos criminosos.
Durante os momentos de terror, o morador de rua relatou que chegou a ser informado de que sua execução estava decretada. No entanto, os agressores decidiram poupar sua vida em troca de uma lição física permanente, optando pela mutilação dos dedos como forma de marcar o jovem e servir de exemplo para outros supostos infratores do bairro.
O socorro foi acionado rapidamente por populares que não suportaram ver a agonia do homem caído. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local para prestar os primeiros atendimentos e encaminhou o jovem às pressas para uma unidade hospitalar, onde passou por procedimentos de emergência devido à gravidade das lesões.
Policiais militares da 5ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) realizaram diligências imediatas em toda a área na tentativa de localizar os autores da barbárie. Apesar das buscas intensas nos arredores do bairro Santo Antônio, nenhum suspeito foi detido em flagrante até o momento da publicação desta reportagem.
Agora, o caso está sob a responsabilidade da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que abriu um inquérito para investigar a autoria e a materialidade do crime. A investigação busca identificar os líderes do grupo criminoso que operam o tribunal do crime naquela zona, visando conter a escalada de violência que assusta a população manauara.
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