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Vice-prefeito é acusado de forjar união com idosa para embolsar quase cinco milhões de pensão

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 02/06/2026
Vice-prefeito é acusado de forjar união com idosa para embolsar quase cinco milhões de pensão

Um escândalo sem precedentes em Trajano de Moraes revela como um político teria forjado um casamento para lucrar milhões.

O cenário político fluminense está em choque com a revelação de um suposto esquema de corrupção e fraude matrimonial envolvendo Hélio Luiz Fazoli, atual vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ). Ele está sendo formalmente investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sob a acusação de forjar uma união estável com uma ex-procuradora do Estado, Ângela Marília de Moraes Peçanha, que era tia de sua própria ex-mulher, visando o recebimento de uma pensão mensal astronômica de quase R$ 50 mil.

A história oficial do esquema teria começado a se desenhar no ano de 1995, quando Hélio Luiz se casou com Adriana Canes Peçanha, sobrinha direta de Ângela. O casal permaneceu unido até o divórcio em 2013, momento em que o político teria articulado o plano audacioso. Apenas alguns meses após a separação, ele procurou um cartório para formalizar uma nova união estável, desta vez com a tia idosa, que na época já contava com 83 anos de idade. Ângela Marília, nascida em 1931, era uma servidora aposentada desde 1985 e não possuía herdeiros diretos.

Um dos pontos mais alarmantes da investigação aponta que não existem registros fotográficos, festas ou qualquer evidência social do relacionamento entre o vice-prefeito e a idosa. No mesmo dia em que a união estável foi assinada no papel, Hélio Luiz Fazoli também obteve uma procuração que lhe conferia o direito de movimentar integralmente as contas bancárias da ex-procuradora. Com o falecimento de Ângela em 2017, o político deu entrada em pedidos de pensão por morte, sendo um deles aprovado pelo Rioprevidência.

Ao longo de quase dez anos, estima-se que Hélio Luiz e sua ex-mulher, Adriana Canes Peçanha, tenham recebido cerca de R$ 5 milhões dos cofres públicos de forma indevida. A fraude foi descoberta após denúncias que levaram o Ministério Público a concluir que o casamento nunca existiu de fato. Como consequência, a justiça determinou o bloqueio imediato de todos os bens dos acusados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos de luxo e até investimentos em criptomoedas.

Além da acusação de falsidade ideológica, os envolvidos responderão por estelionato qualificado contra o patrimônio público. A legislação prevê que, sem herdeiros diretos, os bens da falecida deveriam ser divididos entre irmãs e sobrinhos, e não apropriados através de uma união supostamente fictícia. O impacto financeiro causado ao Rioprevidência é considerado grave pelas autoridades que acompanham o caso de perto.

Em nota oficial, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e Adriana Peçanha classificou a investigação como arbitrária e baseada em picuinhas do cenário político local. Os advogados sustentam que os acusados não foram ouvidos antes das medidas restritivas e afirmam que os parentes que prestaram depoimento contra o casal sequer frequentavam a cidade de Trajano de Moraes. A defesa conclui afirmando que a memória de Ângela será preservada por aqueles que realmente cuidaram dela em seus últimos anos de vida.

Até onde pode chegar a ambição pelo dinheiro público? Deixe sua opinião sobre este caso chocante nos comentários.

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