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Guarda Municipal mata homem dentro de casa e filha desesperada filma tudo

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 07/06/2026
Tragédia em Senador Canedo: homem é morto por guardas municipais diante do desespero da própria filha

Um vídeo perturbador registra o momento exato em que um pai é alvejado dentro de casa após dizer que não era bandido.

Na madrugada desta sexta-feira (5/6), um cenário de horror tomou conta de uma residência em Senador Canedo, no estado de Goiás. Um homem, cuja identidade ainda gera profunda comoção, perdeu a vida após ser atingido por disparos de arma de fogo efetuados por membros da Guarda Civil Municipal. O episódio, carregado de tensão e desespero, foi integralmente registrado em vídeo pela própria filha da vítima, capturando os últimos e agoniantes momentos de vida de seu pai dentro do quarto da casa onde viviam.

As imagens, que circulam e chocam a opinião pública, mostram os agentes da GCM já posicionados no interior do imóvel com armamento pesado apontado em direção a um dos cômodos. Em um clima de confronto iminente, o homem aparece brevemente enquanto sua filha, em estado de pânico, acompanha a ação de perto. O vídeo revela o diálogo angustiante entre os presentes, evidenciando o medo e a confusão que precederam os disparos fatais no município de Senador Canedo.

Em um momento de extrema vulnerabilidade, o pai clama por sua dignidade ao dizer para a jovem: “Filha, eu não sou ladrão”. A resposta da filha, confirmando que sabia da integridade do pai, contrasta com a pressão exercida pelos guardas no local. Durante a abordagem, um dos oficiais chega a questionar a mulher se ela sentia medo do pai, ao que ela prontamente respondeu negativamente, ressaltando que seu verdadeiro pavor era das armas apontadas no ambiente doméstico.

A situação escalou rapidamente quando sons de dispositivos de energia conduzida, conhecidos como taser, foram ouvidos, seguidos imediatamente por disparos de munição real. O vídeo registra o estrondo das armas de fogo e a entrada tática dos agentes no quarto onde o homem se encontrava. Após a sequência de tiros, a filha, visivelmente em estado de choque profundo, é vista deixando o interior da residência enquanto um novo disparo ainda pôde ser ouvido ecoando no local.

Diante da gravidade dos fatos, a Associação das Guardas Civis do Estado de Goiás (AGCGO) emitiu uma nota oficial defendendo a conduta dos profissionais envolvidos na operação. Segundo a entidade, os guardas atuaram rigorosamente dentro dos princípios da legalidade e da proporcionalidade, utilizando técnicas operacionais e meios não letais previstos nos protocolos de atuação antes do desfecho fatal que vitimou o homem naquela madrugada de sexta-feira.

A justificativa apresentada pela associação aponta que o alvo da operação era um indivíduo de elevada periculosidade. De acordo com a AGCGO, o homem já possuía histórico criminal, respondendo anteriormente por uma tentativa de feminicídio. Além disso, ele era apontado como o autor de uma tentativa de homicídio ocorrida na mesma semana, cuja vítima ainda se encontra hospitalizada em estado grave, o que teria motivado o acionamento da guarda.

A nota reforça que a intenção principal da Guarda Civil Municipal era preservar vidas e interromper uma agressão em andamento, garantindo a segurança da população local. A entidade destacou que todas as providências legais foram tomadas logo após o ocorrido, incluindo a prestação de socorro imediato, seguindo os ritos padrões. No entanto, o desfecho trágico reacendeu debates intensos sobre o preparo e a atuação de forças de segurança em perímetros residenciais diante de familiares.

Por fim, a AGCGO criticou duramente a forma como o caso vem sendo veiculado por alguns meios de comunicação, alegando que narrativas incompletas podem induzir a população a erros de julgamento. Enquanto a associação defende a imparcialidade e a responsabilidade na análise dos fatos, as autoridades competentes seguem com a apuração detalhada para esclarecer as circunstâncias da morte em Senador Canedo e determinar se houve qualquer excesso na conduta dos agentes envolvidos.

A atuação da guarda foi legítima ou houve excesso de força diante da família? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião.

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