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Vereador de Guaraqueçaba morre após 39 dias de luta contra queimaduras de ataque brutal

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 08/06/2026
tragédia em guaraqueçaba: a morte do vereador que lutou pela vida após ataque brutal com gasolina

O litoral do Paraná está em luto após o desfecho devastador de um crime que chocou o estado. Entenda os detalhes por trás do ataque que vitimou o parlamentar.

A pequena cidade de Guaraqueçaba, no litoral do Paraná, está mergulhada em luto e indignação. O vereador João Luiz Pinheiro Francisco, de 45 anos, não resistiu aos ferimentos gravíssimos e faleceu nesta quinta-feira (5/6). Ele lutava pela sobrevivência há exatamente 39 dias, após ser alvo de um ataque planejado e de uma crueldade sem precedentes que parou o estado.

O crime ocorreu no dia 26 de abril, quando o parlamentar, filiado ao PSDB, estava em frente ao seu próprio estabelecimento comercial, localizado em uma ilha da região. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento aterrorizante em que o agressor se aproximou de João Luiz, despejou um líquido inflamável sobre seu corpo e ateou fogo imediatamente. O vereador foi transformado em uma tocha humana em plena luz do dia, diante de testemunhas desesperadas.

As gravações mostram que, apesar do pânico generalizado, duas pessoas que estavam nas proximidades correram para tentar socorrer a vítima, abafando as chamas que consumiam o corpo de João Luiz. O vereador exercia seu mandato na Câmara Municipal desde o início de 2024 e era uma figura conhecida não apenas pela política, mas também por sua atuação como empresário local. Sua morte interrompe uma trajetória de planos para a comunidade guaraqueçabana.

O autor do ataque, um homem de 49 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar logo após a ação bárbara. Durante os interrogatórios, o suspeito alegou que a motivação seria uma vingança por um suposto ato praticado pelo vereador contra sua filha. No entanto, essa versão foi categoricamente descartada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) após uma investigação rigorosa. Testemunhas relataram que o agressor já demonstrava insatisfação com a vítima e foi visto rondando o local diversas vezes antes de executar o crime.

Com o falecimento da vítima, o enquadramento jurídico do criminoso deve sofrer alterações drásticas. Antes indiciado por tentativa de homicídio qualificado — com agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa — o réu agora deverá responder por homicídio consumado. As autoridades reforçam que o ataque foi meticulosamente planejado, o que eleva a gravidade da pena a ser aplicada pelo Poder Judiciário.

A última despedida de João Luiz Pinheiro Francisco será marcada por homenagens de amigos e familiares. O velório está programado para este sábado (7/6), a partir das 11h, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Paranaguá (PR). O sepultamento ocorrerá no mesmo local, às 17h, sob forte comoção popular e pedidos por justiça que ecoam por todo o litoral paranaense.

A brutalidade deste caso levanta um debate urgente sobre a segurança e o ódio em nossa sociedade. Você acredita que as leis atuais são suficientes para punir crimes tão cruéis? Deixe sua opinião nos comentários.

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