Novos dados de movimento dentro do apartamento e a indignação do pai, Leniel Borel, expõem contradições chocantes sobre a noite do crime.
Apenas quatro dias após receber o polêmico perdão judicial pela morte de seu filho, o pequeno Henry Borel, novas e estarrecedoras revelações sobre o comportamento de Monique Medeiros vieram à tona. O desfecho do julgamento, ocorrido no último dia 4 de maio, selou o destino dos acusados, mas deixou um rastro de indignação e questionamentos sobre o que realmente aconteceu no apartamento da família em 2021, quando a criança de apenas quatro anos perdeu a vida.
Enquanto Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Dr. Jairinho, foi condenado a uma pena severa de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, tortura e coação, o destino de Monique Medeiros tomou um rumo inesperado. A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu o perdão judicial à mãe, permitindo que ela fosse solta no mesmo dia, uma decisão que provocou uma reação imediata e dolorosa em Leniel Borel, pai de Henry.
Em um desabafo emocionante, Leniel Borel revelou detalhes técnicos que derrubam a versão de que Monique estaria dormindo durante as agressões fatais. Segundo o pai, dados periciais mostram que entre 23:30 e 03:00 da manhã, horário em que o perito aponta o falecimento do menino, Monique Medeiros deu mais de 150 passos dentro do apartamento. No mesmo período, Jairo registrou mais de 300 passos, o que prova que ambos estavam ativos e acordados enquanto a tragédia se desenrolava.
A revolta de Leniel se estende ao histórico de omissão e ciência das agressões anteriores. Ele relembrou datas críticas, como o dia 2 de fevereiro, seu próprio aniversário, quando Henry foi torturado e Monique justificou as dores do filho dizendo que ele havia dormido mal. Outro episódio marcante ocorreu em 12 de fevereiro, quando a criança saiu mancando de um quarto após o padrasto aumentar o volume da TV, um sinal claro de violência que teria sido ignorado pela mãe.
O pai da vítima ainda trouxe à luz incidentes de 17 de janeiro, quando Henry usava a expressão "abraço forte" para descrever as agressões sofridas, e o final de janeiro, quando o menino se queixou de ter levado uma rasteira ("banda") do padrasto na sala. Leniel Borel acusa a juíza de parcialidade e de adotar uma pauta de gênero para beneficiar Monique, afirmando que lutará incansavelmente para que o júri seja anulado, contando com o apoio do Ministério Público e de seus advogados.
Você acredita que o perdão judicial para uma mãe que tinha conhecimento das agressões é justo ou a justiça brasileira falhou com Henry Borel? Comente sua opinião abaixo.
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