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Os perigos silenciosos da falta de sexo e como a abstinência transforma o corpo humano

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 02/06/2026
os perigos silenciosos da falta de sexo e como a abstinência transforma o corpo humano

Descubra o que acontece com seus hormônios e sua mente quando o prazer é deixado de lado por muito tempo.

Na última sexta-feira (15), revelações impactantes sobre os efeitos da abstinência sexual vieram à tona em uma entrevista exclusiva concedida pelas especialistas ao portal GShow. A ginecologista Carolina Orlandi e a urologista Celene Bragion detalharam como a ausência prolongada de relações íntimas pode agir como um gatilho para mudanças profundas no organismo e na estabilidade emocional de homens e mulheres. Embora não seja considerada uma doença, a falta de atividade sexual pode privar o corpo de benefícios vitais que garantem o equilíbrio biológico.

Segundo a ginecologista Carolina Orlandi, o corpo humano funciona como uma máquina movida a estímulos químicos que são interrompidos durante o chamado jejum sexual. A atividade sexual frequente, incluindo a prática da masturbação, é responsável pela liberação maciça de hormônios fundamentais como a endorfina, ocitocina, dopamina e prolactina. Essas substâncias são os principais agentes do bem-estar, agindo diretamente no sistema nervoso para promover relaxamento e conexão afetiva.

A falta dessas substâncias no sistema circulatório não apenas retira a sensação imediata de prazer, mas pode degradar significativamente a qualidade do sono e elevar os níveis de estresse cotidiano a patamares alarmantes. Para as mulheres, os riscos físicos são específicos e preocupantes, pois a prática sexual regular promove a vascularização necessária para manter a elasticidade e a lubrificação dos tecidos vaginais, prevenindo o desconforto a longo prazo.

No campo da urologia, a especialista Celene Bragion faz um alerta severo para o público masculino sobre os danos funcionais e psicológicos. A ausência de estímulos eréteis por longos períodos pode desencadear uma perigosa ansiedade de desempenho e gerar uma insegurança profunda. Este estado emocional fragilizado é o ambiente ideal para o surgimento da disfunção erétil psicogênica, onde o homem perde a confiança em sua capacidade física devido ao tempo em que permaneceu inativo.

Além dos impactos psicológicos, a saúde cardiovascular também colhe os frutos negativos da inatividade, já que o sexo é um exercício biológico que equilibra o coração e a circulação sanguínea. Embora a ginecologista ressalte que a abstinência de forma isolada possa, em alguns casos, preservar a flora vaginal, ela adverte que o verdadeiro vilão é o desequilíbrio hormonal decorrente da falta de estímulo constante.

A sexualidade deve ser encarada como um pilar da saúde ampla e não apenas um ato reprodutivo. Carolina Orlandi e Celene Bragion concluem que, independentemente da escolha pessoal ou circunstância, a negligência do prazer e da saúde íntima pode custar caro ao bem-estar e à qualidade de vida do indivíduo a longo prazo, afetando desde a autoestima até a vitalidade do corpo.

Diante desses riscos invisíveis para a mente e o corpo, você acredita que a rotina moderna está destruindo nossa saúde íntima?

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