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O perigo invisível do fomo que está destruindo a saúde mental de milhões de pessoas conectadas

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 01/06/2026
O perigo invisível do fomo que está destruindo a saúde mental de milhões de pessoas conectadas

Você não consegue largar o celular e sente ansiedade ao ver a vida alheia? O fenômeno FOMO pode estar sabotando seu cérebro agora mesmo.

No dia 1 de junho de 2026, especialistas emitiram um alerta urgente sobre o crescimento do FOMO, a sigla em inglês para o medo de estar perdendo alguma coisa. Esse fenômeno psicológico, que se tornou uma epidemia silenciosa no mundo digital, descreve a necessidade angustiante de checar o celular a cada minuto para não perder nenhuma tendência ou mensagem importante.

O psiquiatra Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA), revela que o cérebro humano está sendo sequestrado por mecanismos de recompensa ligados à dopamina. As redes sociais exploram essa vulnerabilidade biológica, transformando o ato de navegar no feed em um vício que gera prazer momentâneo, mas resulta em exaustão mental.

Atuando em São Paulo, o psicólogo e especialista em Neurociência do Comportamento, Yuri Busin, destaca que as plataformas digitais funcionam como vitrines enganosas. Segundo ele, a comparação constante com recortes irreais da vida de terceiros destrói a autoestima, fazendo com que o usuário sinta que sua própria vida é insuficiente, gerando uma insatisfação crônica e perigosa.

Além dos danos emocionais, a saúde física está em xeque devido ao uso excessivo de telas durante a madrugada. Busin adverte que a luz dos aparelhos e o excesso de estímulos fragmentados prejudicam severamente a qualidade do sono. O cérebro, mantido em estado de vigilância constante, não consegue atingir o descanso necessário, o que agrava quadros de irritabilidade e fadiga extrema nos indivíduos.

A incapacidade de manter o foco por longos períodos é outra consequência alarmante relatada pelos médicos neste 01/06/2026. O bombardeio de notificações interrompe o raciocínio e torna as tarefas simples do cotidiano em desafios exaustivos. Essa fragmentação mental está ligada diretamente ao aumento da ansiedade generalizada e à queda drástica na produtividade de jovens e adultos.

O sinal de alerta máximo ocorre quando o indivíduo sente desconforto físico ou emocional ao imaginar ficar sem internet. Luiz Scocca aponta que situações simples, como um voo ou períodos sem sinal, podem desencadear crises em quem sofre de FOMO. É uma dependência digital que atinge o cerne do bem-estar humano e exige mudanças de hábito imediatas para evitar danos permanentes.

Para combater esse mal moderno, os especialistas recomendam a imposição de limites rígidos ao tempo de tela e a desconexão total antes de dormir. Reconhecer que as redes sociais são apenas fragmentos selecionados e não a realidade total é o primeiro passo para retomar o controle da própria saúde mental e escapar da armadilha da comparação constante e destrutiva.

E você, já sentiu aquele aperto no peito ao ver todo mundo em um evento e você em casa? Comente sua experiência e nos diga se consegue ficar um dia sem celular!

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