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Jovem morre em hospital de Ribeirão das Neves após registrar abandono e falta de médicos em vídeo

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 10/06/2026
mistério e revolta: o trágico fim de brenda maia após filmar corredores vazios de upa em minas gerais

Ela previu o próprio fim? Brenda gravou o abandono da unidade de saúde momentos antes de morrer e o vídeo é de partir o coração.

O cenário de saúde pública em Minas Gerais é palco de uma tragédia que choca o país. Na madrugada de domingo, dia 7, a jovem Brenda Larissa Maia, de apenas 32 anos, perdeu a vida em circunstâncias alarmantes na UPA de Justinópolis, localizada em Ribeirão das Neves, na Grande BH. O caso ganha contornos dramáticos pois, horas antes de falecer, a paciente registrou vídeos denunciando o que chamou de abandono e falta de profissionais na unidade hospitalar.

Tudo começou na tarde de sábado, dia 6, quando Brenda procurou atendimento médico relatando fortes dores no peito. Segundo o relato de seu irmão, Hudson, um exame cardiológico inicial já apontava alterações preocupantes, mas a paciente permaneceu por um longo período sentada na área comum, sem o suporte imediato que sua condição exigia. A família contesta a demora e a triagem realizada no momento da entrada na unidade.

Por volta de 1h30 da madrugada de domingo, o desespero tomou conta de Brenda. Em registros enviados aos familiares via celular, ela caminha pelos corredores da unidade mostrando consultórios completamente vazios e relatando uma piora severa em seu estado de saúde. "Me ajuda, não tem ninguém aqui", era o tom das mensagens que agora servem como prova da angústia vivida pela vítima em seus momentos finais de vida.

A mãe da vítima, Sônia, trouxe a público detalhes cruciais sobre o histórico médico da filha para as autoridades. Brenda era portadora de fibromialgia, cardiopatia, possuía cinco hérnias de disco e duas pedras nos rins. Mesmo apresentando esse quadro complexo e queixas de dor aguda no peito, uma médica teria inicialmente subestimado os sintomas, associando-os a dores musculares, o que gerou um forte desentendimento entre as duas.

Após a discussão com a primeira profissional, Brenda foi encaminhada para uma segunda avaliação e, posteriormente, para a chamada sala vermelha. No entanto, a sensação de desamparo continuou, levando a paciente a sair da maca para buscar socorro por conta própria nos corredores. Foi nesse intervalo que as imagens de denúncia foram gravadas, enquanto funcionários estariam supostamente em horário de descanso apesar do fluxo de pacientes.

O lado humano da tragédia é ainda mais doloroso e comovente. Pouco antes do desfecho fatal, Brenda conseguiu conversar por vídeo com sua filha de 4 anos, prometendo que estaria em casa em breve para reencontrá-la. Menos de duas horas depois desse contato carinhoso, a família recebeu o telefonema devastador informando que a jovem havia caído em um dos corredores da UPA de Justinópolis e não resistiu.

As explicações dadas pela unidade de saúde são alvo de duras críticas e suspeitas. Inicialmente, um médico apresentou um atestado de óbito indicando embolia pulmonar como causa da morte. Contudo, Hudson e Sônia afirmam ter recebido informações contraditórias de diferentes funcionários sobre o que de fato aconteceu no momento da queda e sobre os procedimentos de remoção do corpo de Brenda.

Diante de tantas dúvidas e da evidência dos vídeos gravados pela própria vítima, a família não hesitou em registrar um boletim de ocorrência. Eles buscam uma apuração rigorosa das autoridades competentes para determinar se houve negligência médica ou omissão de socorro. O caso agora está sob investigação oficial, enquanto a comunidade local de Ribeirão das Neves clama por respostas urgentes.

Além da dor pela perda de Brenda, o irmão da vítima revelou um detalhe inquietante às autoridades locais: outra morte teria ocorrido na mesma unidade em um horário muito próximo ao falecimento da irmã. Esse fato levanta ainda mais suspeitas sobre a capacidade de atendimento da unidade durante aquele plantão específico e a real situação dos pacientes que dependem do sistema público de saúde mineiro.

O luto da família Maia agora se transforma em uma busca incansável por justiça. Enquanto os vídeos de Brenda Larissa Maia circulam nas redes sociais como um grito póstumo por socorro, a sociedade observa atentamente os próximos passos da perícia. A morte de uma mãe jovem, que filmou o próprio desamparo em um corredor vazio, exige esclarecimentos imediatos e punição se comprovada a negligência.

A negligência médica é uma ferida aberta no nosso sistema de saúde. O que você faria se estivesse no lugar dessa família? Deixe seu comentário e compartilhe para que esse caso não fique impune.

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