TRN SERVIÇOS noticiario regional
tribuna Nordeste
Início / Cobertura Nacional
Voltar
Editoria Geral
/
Serviço de Informações
Notícia
Matéria Oficial Carregando visualizações...

Ministério Público aponta farsa em depoimento de delegado para proteger investigador que matou policial militar

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

A
Por G Pro Brasil Publicado em 01/06/2026
Ministério Público aponta farsa em depoimento de delegado para proteger investigador que matou policial militar

Uma reviravolta chocante no tribunal: delegado é acusado de inventar provas para tentar salvar o assassino de um PM.

O cenário jurídico de Mato Grosso foi abalado no dia 28 de maio com uma denúncia gravíssima envolvendo a cúpula da segurança pública. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) formalizou um pedido de investigação rigorosa contra o delegado Guilherme de Carvalho Bertoli. A suspeita é de que a autoridade tenha tecido uma rede de mentiras durante o julgamento do investigador Mário Wilson da Silva Gonçalves, réu confesso pela execução do policial militar Thiago de Souza Ruiz.

A trama se desenrolou no Tribunal do Júri, onde o delegado apresentou uma versão que chocou os promotores pela total falta de compatibilidade com as provas técnicas colhidas. Segundo o órgão ministerial, o depoimento de Guilherme de Carvalho Bertoli teve o claro potencial de beneficiar o réu, distorcendo fatos cruciais ocorridos na fatídica noite do crime, conhecido como a morte na conveniência, ocorrido em uma lanchonete da capital.

Em sua fala polêmica perante o júri, o delegado afirmou categoricamente ter sido o primeiro representante do Estado a pisar na cena do crime. Mais do que isso, ele declarou ter avistado porções de cocaína próximas ao corpo da vítima, o PM Thiago de Souza Ruiz. Essa narrativa explosiva serviria perfeitamente para validar a tese da defesa de que o autor dos disparos teria confundido o policial militar com um usuário de drogas, tentando assim atenuar a gravidade do homicídio.

Contudo, o castelo de cartas começou a ruir quando confrontado com os depoimentos das funcionárias do estabelecimento e de outros três delegados responsáveis pela apuração oficial do caso. Nenhuma dessas testemunhas ou autoridades confirmou a presença de entorpecentes no local. O MPMT destaca que os delegados encarregados da investigação jamais receberam qualquer informe sobre drogas na cena, tornando a versão de Bertoli isolada, estranha e altamente suspeita.

A negligência funcional também pesa contra o delegado Guilherme de Carvalho Bertoli. O Ministério Público ressaltou que, mesmo alegando ter chegado primeiro ao local, ele não tomou qualquer medida para isolar a área ou apreender o material ilícito que disse ter encontrado. Horas após o ocorrido, o delegado foi visto acompanhando o investigador acusado até a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para uma apresentação espontânea, o que levanta dúvidas sobre sua imparcialidade.

Agora, o delegado enfrenta um cerco jurídico pesado. Além de responder administrativamente perante a Corregedoria-Geral da Polícia Civil por descumprimento de deveres funcionais e lealdade institucional, o caso foi enviado para uma Promotoria Criminal de Cuiabá. O objetivo é apurar se o delegado cometeu o crime de falso testemunho, cuja pena pode resultar em severas sanções criminais e perda do cargo público, caso fique provada a tentativa de enganar a Justiça para favorecer um colega de farda.

Até onde vai o corporativismo na polícia? Você acredita que o delegado deve ser afastado imediatamente ou ele merece o benefício da dúvida? Comente sua opinião abaixo!

Mais Lidas

Carregando mais lidas...

Serviço Governamental

Este portal integra a rede Tribuna Nordeste (TRN). Nossos conteúdos são regidos por transparência, imparcialidade e compromisso regional.

Recomendado para você