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Justiça aceita denúncia contra pms que agrediram e estrangularam homem dentro de delegacia carioca

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 03/06/2026
justiça aceita denúncia contra pms que agrediram e estrangularam homem dentro de delegacia carioca

Um caso estarrecedor de violência policial choca o Rio de Janeiro após detalhes de um enforcamento brutal dentro de uma delegacia virem à tona.

A Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro tomou uma decisão contundente que sacudiu a corporação nesta segunda-feira (03/06/2026). Dois policiais militares, um terceiro-sargento e um cabo, tornaram-se oficialmente réus após a denúncia do Ministério Público ser aceita. Eles são acusados de uma sequência de agressões brutais contra um homem, identificado como M.J.O.H., que teria sido enforcado até perder os sentidos dentro de uma unidade policial.

O pesadelo vivido pela vítima teve início no dia 27 de março de 2025, quando ele transitava tranquilamente de bicicleta pelo bairro Parque das Águas, em Bom Jesus do Itabapoana. Apesar de uma revista minuciosa não encontrar nada ilícito e de não haver nenhum mandado de prisão em aberto, os agentes forçaram o homem a acompanhá-los até a 144ª Delegacia de Polícia, desencadeando uma série de abusos inacreditáveis.

Dentro da unidade policial, o cenário de horror se intensificou quando os policiais exigiram uma fotografia do rosto da vítima. Diante da recusa legítima do cidadão, o terceiro-sargento teria agido com violência desmedida, puxando o homem pela camisa e arrastando-o para um local reservado. Foi nesse momento que a agressão física se tornou uma tentativa de submissão por meio da dor e do medo absoluto sob o teto da lei.

A denúncia detalha que o sargento pressionou o pescoço de M.J.O.H. contra a parede com força extrema. Enquanto a vítima lutava por ar e implorava para ser solta, o cabo teria imobilizado seus braços, facilitando a asfixia contínua. O estrangulamento foi tão severo que o homem perdeu a consciência e desmaiou, desabando no chão e batendo a cabeça violentamente contra o solo da delegacia.

Não satisfeito com a asfixia, o sargento ainda é acusado de desferir um tapa no rosto da vítima pouco antes de liberá-la. O golpe causou um ferimento visível na boca, que foi devidamente registrado por perícias e fotografias anexadas ao processo. As provas que sustentam a ação penal são robustas, incluindo vídeos e depoimentos colhidos durante o minucioso Inquérito Policial Militar (IPM) que expôs a conduta dos agentes.

O juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, da Auditoria da Justiça Militar, destacou que os indícios de autoria e materialidade são suficientes para levar o caso adiante. Para o magistrado, o respaldo em provas audiovisuais torna a situação incontornável, exigindo que os acusados respondam por constrangimento ilegal, abuso de autoridade e lesão corporal conforme a gravidade dos fatos narrados.

Agora, o processo avança para a fase de instrução, onde testemunhas serão ouvidas para selar o destino dos dois militares envolvidos. O caso gera profunda indignação pública por envolver violência gratuita contra um cidadão sem antecedentes, dentro de um ambiente que deveria garantir a proteção. A sociedade agora aguarda uma resposta firme contra o uso desproporcional da força por aqueles que juraram proteger a população.

Até quando veremos o abuso de autoridade manchar o trabalho das forças de segurança? Deixe sua opinião nos comentários sobre como evitar casos como este.

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