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Advogado que pediu a prisão do próprio cliente é encontrado morto em Florianópolis

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 26/06/2026
Advogado que concordou com a condenação de seu próprio cliente é encontrado morto em Florianópolis

O mistério em torno de Rodrigo Pantaleão ganha contornos dramáticos após o jurista ser localizado sem vida em sua residência sob circunstâncias intrigantes.

A cidade de Florianópolis foi palco de uma descoberta macabra nesta quinta-feira (25), quando o advogado Rodrigo Pantaleão foi encontrado morto em sua própria residência. O jurista, que recentemente esteve no centro de uma tempestade mediática e jurídica por sua conduta profissional atípica, foi localizado já em estado avançado de decomposição, o que sugere que o óbito tenha ocorrido há alguns dias. A vizinhança, alertada por um forte odor vindo do imóvel, acionou as autoridades competentes para verificar a situação do morador.

De acordo com informações fornecidas pela Delegacia de Homicídios da Capital, a perícia inicial não identificou sinais óbvios de invasão no imóvel, tampouco marcas de violência ou lesões aparentes no corpo do advogado. A Polícia Civil trabalha, neste primeiro momento, com a hipótese de morte por causas naturais, porém, nenhuma linha de investigação foi descartada até que os exames detalhados sejam concluídos. O corpo foi encaminhado para a realização de necrópsia, cujo laudo será fundamental para determinar o que de fato tirou a vida de Pantaleão.

Rodrigo Pantaleão tornou-se uma figura de repercussão nacional após um episódio chocante durante uma audiência criminal realizada de forma online. Na ocasião, ele representava um homem acusado de crimes graves como tráfico de drogas, resistência à abordagem policial e porte de arma de fogo com origem falsificada. Para o espanto de todos os presentes na sessão virtual, o advogado declarou abertamente que a defesa corroborava com as afirmações da promotoria do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), efetivamente concordando com a condenação de seu cliente.

A atitude, considerada uma violação gravíssima do dever de defesa, levou a juíza Carolina Ranzolin a tomar uma decisão drástica no ato. A magistrada declarou o réu indefeso perante a postura do advogado e concedeu um prazo de três dias para que o acusado constituísse um novo defensor legal. O caso gerou um debate intenso sobre a ética na advocacia e mobilizou a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC), que passou a acompanhar o desenrolar das ações disciplinares contra o profissional.

Até o fechamento desta reportagem, a OAB-SC não havia emitido um posicionamento oficial atualizado sobre o falecimento de seu membro, mantendo o silêncio sobre os processos internos que tramitavam contra ele. O clima na capital catarinense é de perplexidade, enquanto amigos, familiares e colegas de profissão aguardam respostas definitivas. A investigação segue em curso, e as autoridades policiais prometem rigor na apuração para esclarecer se existe qualquer ligação entre as polêmicas judiciais recentes e o fatídico destino do advogado.

Um caso que desafia a ética jurídica e termina em tragédia. Você acredita que a pressão dos últimos acontecimentos pode ter influenciado este desfecho?

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