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Advogada brasiliense sofre calote de 117 mil reais após defender dona de 93 lotes em condomínio

Ela trabalhou em treze processos judiciais, mas recebeu desculpas sobre maquiagem e eventos sociais no lugar do pagamento de seus honorários...

advogada brasiliense sofre calote de 117 mil reais após defender dona de 93 lotes em condomínio

Ela trabalhou em treze processos judiciais, mas recebeu desculpas sobre maquiagem e eventos sociais no lugar do pagamento de seus honorários.

A 13ª Delegacia de Polícia investiga um caso chocante de desrespeito profissional envolvendo uma advogada de Brasília e uma cliente proprietária de 93 lotes. A profissional afirma ter sofrido um calote que ultrapassa R$ 117 mil após prestar uma série de serviços jurídicos complexos para a defesa de interesses em um condomínio localizado em Alexânia (GO), no Entorno do Distrito Federal.

O período de atuação intensa ocorreu entre 21 de março e 23 de maio de 2026, tempo em que a advogada mergulhou em uma batalha para regularizar débitos e afastar a administração do condomínio em questão. Segundo o relato, a cliente utilizava táticas de adiamento constante para não formalizar o contrato de honorários, enquanto continuava exigindo novas demandas urgentes da profissional.

A dedicação da advogada foi total, incluindo a condução de 13 processos judiciais, participação em assembleias condominiais tensas, consultorias e até diligências policiais acompanhadas de perto. Além disso, foram realizadas reuniões estratégicas e tratativas diretas junto à Prefeitura de Alexânia, evidenciando o volume massivo de trabalho executado pela vítima durante esses meses de prestação de serviço.

O que mais causa indignação no caso são as justificativas apresentadas pela cliente para evitar a assinatura do contrato. Segundo a advogada, a proprietária dos lotes alegava frequentemente estar ocupada com unha, maquiagem e eventos sociais sempre que era cobrada pela formalização do acordo. A confiança da profissional foi explorada, já que a cliente havia chegado ao escritório por meio de uma indicação de pessoa próxima.

Mesmo com promessas de que entregaria um dos lotes como forma de pagamento e de que validaria os documentos eletronicamente, nada foi cumprido pela acusada. Diante do impasse e da quebra total de confiança, o escritório responsável decidiu pela renúncia à representação da cliente em todas as ações em curso, seguindo os ritos estabelecidos pelo Código de Processo Civil.

Agora, a vítima busca a reparação dos danos na esfera judicial, enquanto a Polícia Civil apura os detalhes da ocorrência. A cliente, por sua vez, terá que constituir um novo defensor para os seus processos pendentes. O caso acende um alerta sobre a vulnerabilidade de profissionais liberais diante de clientes que utilizam de influência e posses para protelar obrigações financeiras básicas.

Até onde vai a audácia de quem ostenta luxo mas foge das responsabilidades? Você acha que a justiça deve ser mais rigorosa com esse tipo de calote profissional?

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