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VÍDEO: Lula acena a empresários e defende fim da escala 6x1: “Ninguém vai impor na marra”

VÍDEO: Lula acena a empresários e defende fim da escala 6x1: “Ninguém vai impor na marra”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender publicamente o fim da escala de trabalho 6x1, que estabelece seis dias de labuta para apenas um de descanso.

O discurso foi realizado durante um encontro com empresários do setor da construção civil, em São Paulo, nesta terça-feira (19). “Não fiquem assustados. A escala 6x1 é uma coisa necessária”, declarou o presidente, segundo relatos.

Justificativa social e modernização

Lula justificou a necessidade da mudança com uma frase que viralizou: “O povo quer mais tempo para ficar em casa, para lazer, para estudar, para namorar”, disse. Ele argumentou que a sociedade avançou e que robôs já fazem parte da indústria.

Apesar do tom conciliatório, o presidente fez questão de tranquilizar o setor produtivo. “Nós sabemos que a jornada de trabalho será aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor na marra”, ponderou Lula.

Apoio popular e impacto econômico

O posicionamento reflete uma estratégia de governo que busca capitalizar uma pauta de forte apelo popular. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na última segunda-feira (18) aponta que 68% dos brasileiros apoiam o fim da atual escala.

No entanto, a notícia preocupa profundamente os empresários. Entidades do setor produtivo alertam que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, pode elevar os custos operacionais em até 20%, pressionando pequenas empresas e estimulando a informalidade.

Próximos passos no Congresso Nacional

O Congresso Nacional já discute propostas alternativas, incluindo uma regra de transição gradual de dois a cinco anos. A expectativa é que o governo envie um Projeto de Lei complementar sobre a matéria nos próximos meses.

Muitos internautas se mostraram surpresos com a declaração, enquanto empresários pedem cautela. O desafio do Palácio do Planalto será equilibrar o desejo de modernização com a sustentabilidade financeira das empresas.

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