Suspeito mata jovem em BH, diz 'morreu nos meus braços' e pede união estável no enterro
Ele fingiu sofrimento enquanto planejava um golpe financeiro cruel contra a própria namorada. Até onde vai a frieza humana por dinheiro?
O crime cruel que chocou a Savassi
A morte da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de apenas 22 anos, tomou um rumo tenebroso em Belo Horizonte. O que parecia ser um triste caso de autoextermínio revelou-se, segundo a polícia, um feminicídio brutal motivado por puro interesse financeiro.
Herança no dia da despedida
Enquanto a família chorava a perda de Giovanna, o namorado de 45 anos agia friamente nas sombras. No exato dia do enterro da jovem, o suspeito ajuizou uma ação para reconhecer união estável, de olho em uma quantia de R$ 200 mil que a vítima receberia de uma negociação.
A delegada Ariadne Elloise Coelho revelou que o homem chegou a intimidar amigas da estudante para que o ajudassem no processo. Ele insistia de forma agressiva em formalizar a relação para garantir direitos sobre o patrimônio da jovem morta asfixiada.
Mentiras e controle absoluto
O suspeito enviou áudios chocantes afirmando que Giovanna "morreu nos meus braços". No entanto, a investigação aponta contradições graves, já que quem acionou a polícia foi uma amiga que encontrou o corpo nu sobre a cama no apartamento da Savassi.
Antes da tragédia, o namorado já exercia um controle abusivo. Ele se mudou sem ser convidado, trocou as contas do condomínio para o seu nome e forçou a estudante a se afastar de amigos, mudando até o tipo de roupa que ela usava.
A verdade revelada pela necropsia
O laudo médico foi o ponto de virada definitivo: Giovanna não tirou a própria vida. Ela foi asfixiada por sufocação direta, tendo o nariz e a boca bloqueados por mãos ou um travesseiro. O suspeito foi preso e preferiu o silêncio durante o depoimento policial.
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