O escândalo que envolve a família Galvão ganha um novo e sombrio capítulo com a detenção de Enoque em Manaus.
A cidade de Manaus (AM) foi palco de um desdobramento impactante nesta terça-feira (26/5), com a prisão de Enoque Galvão. Ele é irmão do amplamente conhecido treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão e agora enfrenta acusações pesadas que abalam os bastidores das artes marciais no Brasil.
As investigações apontam que Enoque teria cometido crimes de estupro e importunação sexual contra menores de idade. O cenário dos supostos crimes seria o próprio projeto social mantido por seu irmão, onde as vítimas, que tinham apenas 15 anos na época dos fatos, buscavam no esporte uma oportunidade de futuro.
A detenção preventiva foi confirmada e celebrada pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD-AM) por meio de suas redes sociais. A parlamentar acompanha o caso de perto e já havia denunciado tentativas de intimidação e subordinação de atletas por parte da família envolvida nas investigações.
O momento da prisão é simbólico, ocorrendo exatamente um mês após a captura de Melqui Galvão, que foi detido em 28 de abril sob acusações semelhantes. A sincronia dos fatos reforça a gravidade das denúncias que cercam a academia BJJ College e seus administradores perante as autoridades amazonenses.
Antes de ser preso, Enoque já estava sob os holofotes da Polícia Civil do Amazonas. Ele havia sido afastado de suas funções institucionais por suspeita de facilitar a entrada irregular de pessoas na unidade prisional onde seu irmão, Melqui, estava custodiado logo após ser detido.
Enquanto o caso de Enoque avança em Manaus, seu irmão Melqui Galvão foi transferido para o estado de São Paulo no dia 8 de maio. Pelo menos três alunas já formalizaram denúncias contra o instrutor, relatando abusos que teriam ocorrido inclusive durante competições internacionais fora do país.
Uma das vítimas, uma jovem de 17 anos, foi a peça-chave para o início das investigações ao procurar a 8ª Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DDM). Os relatos detalham um ambiente de vulnerabilidade onde o poder exercido pelos treinadores era usado para coagir as adolescentes.
As autoridades continuam a colher depoimentos para entender a extensão dos crimes e se há outras vítimas silenciadas. O caso segue sob segredo de justiça para proteger a identidade das menores, enquanto a defesa dos acusados ainda não se manifestou oficialmente sobre os novos fatos de terça-feira.
Diante de acusações tão graves em projetos sociais, qual deve ser o papel das federações esportivas para garantir a segurança dos menores? Comente sua opinião.
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