Ela fez história na política, mas teve sua imagem varrida de uma homenagem oficial. Por que a Câmara decidiu ignorar a primeira mulher trans negra da cidade?
O apagamento de uma trajetória histórica
A cidade de São Sebastião, no litoral de São Paulo, está no centro de uma polêmica vergonhosa que despertou a fúria de ativistas. Pauleteh Araújo, a primeira mulher trans e negra a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal, denunciou um ato de exclusão que chocou as redes sociais nesta semana.
A ex-vereadora suplente afirma ter sido simplesmente 'apagada' de uma homenagem feita pelo Legislativo às mulheres que passaram pela Casa. No mural oficial, que deveria celebrar a força feminina, a foto de Pauleteh não aparece, gerando uma onda de revolta e acusações graves de transfobia institucional.
'Enfurecida': O grito de quem foi silenciada pelo sistema
Em um desabafo emocionante e pesado, Pauleteh não poupou críticas e disse estar 'revoltada, enfurecida, mas não surpresa'. Para ela, o episódio não é um simples erro administrativo, mas uma tentativa cruel de esconder sua história e sua luta política nos espaços de poder.
A repercussão foi imediata e ganhou o apoio de figuras famosas como a atriz Luana Piovani e a deputada federal Erika Hilton. 'Onde está a foto da Pauleteh?', questionou Hilton em uma publicação oficial, cobrando explicações imediatas sobre o sumiço da imagem da ex-parlamentar.
A resposta da Câmara e a persistência da perseguição
Em nota oficial, a Câmara de São Sebastião negou qualquer discriminação, alegando que a lista foi baseada em registros administrativos. No entanto, a justificativa não convenceu Pauleteh, que relembrou o histórico de ataques e tentativas de impedir sua posse desde 2022.
Para a ex-vereadora, o país que mais mata pessoas trans no mundo agora tenta apagar o rastro de quem conseguiu chegar ao topo. Pauleteh garante que não vai se calar diante do que chama de violência institucional e segue lutando para que sua imagem seja respeitada e reconhecida.
O que você acha dessa atitude da Câmara de São Sebastião? Conta nos comentários se você concorda com a denúncia de Pauleteh!
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