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Operação Falsa Las Vegas prende líderes do PCC com meio milhão escondidos em sacos de lixo

Leia a matéria publicada na íntegra pela nossa equipe editorial da Tribuna do Nordeste.

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Por G Pro Brasil Publicado em 28/05/2026
Operação Falsa Las Vegas prende líderes do PCC com meio milhão escondidos em sacos de lixo

Descubra como o esquema bilionário de apostas clandestinas financiava o luxo extremo da facção enquanto ocultava fortunas em sacos plásticos.

Na manhã desta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a Polícia Civil de São Paulo desferiu um golpe devastador contra o braço financeiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a Operação Falsa Las Vegas, os agentes prenderam Carlos Kamalakian e Sandro Calliari, apontados como operadores centrais de um esquema bilionário de apostas ilegais e lavagem de capitais que operava sob uma fachada de legalidade técnica.

Um dos momentos mais impactantes da operação ocorreu quando os investigadores localizaram cerca de R$ 500 mil em espécie em posse de Sandro Calliari. O montante astronômico estava bizarramente armazenado dentro de sacos de lixo, escondidos no interior de um veículo. A cena chocou as autoridades e evidenciou a movimentação massiva de dinheiro vivo utilizada para fugir do radar das agências de fiscalização e do sistema bancário tradicional.

A ofensiva é um desdobramento direto da Operação Falso Mercúrio, deflagrada anteriormente em 4 de dezembro de 2025, que já havia revelado o luxo obsceno ostentado pelo grupo criminoso. Naquela ocasião, embarcações e carros avaliados em milhões de reais foram retirados de circulação. Desta vez, a polícia apreendeu um helicóptero e uma aeronave registrada em nome de Eduardo Moreno Lopes, além de automóveis de luxo de altíssimo valor de mercado.

As investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo detalharam que o grupo operava através de uma sofisticada engrenagem digital. A plataforma Aposte Fácil era utilizada para dar uma aparência legítima aos negócios, fazendo referências enganosas à Loterj. Paralelamente, o grupo mantinha a Black Vegas, uma plataforma clandestina hospedada fora do país, usada para a oferta agressiva de jogos proibidos, como o Tigrinho e o tradicional Jogo do Bicho.

Para camuflar a origem ilícita dos recursos, a rede criminosa utilizava fintechs, empresas de fachada e uma vasta rede de laranjas. Descobriu-se que diversas pessoas recebiam pagamentos mensais fixos apenas para ceder seus documentos e permitir a abertura de contas bancárias pulverizadas. Esse sistema complexo dificultava o rastreamento das transações, permitindo que o PCC injetasse bilhões de reais no mercado formal de forma dissimulada, sustentando uma vida de ostentação e poder.

O que você acha do uso de plataformas de apostas digitais para camuflar crimes do colarinho branco? Deixe sua opinião nos comentários sobre o impacto desse esquema na segurança pública.

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