Desembargadora é humilhada em supermercado e desabafa: "Sem a toga, sou só mais um corpo preto"
Ela saiu para fazer compras e acabou vivendo um pesadelo que escancara o preconceito no Brasil. Você acredita que isso ainda acontece?
O choque da realidade fora dos tribunais
A desembargadora Adenir Carruesco, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, viveu momentos de pura indignação durante uma ida comum ao supermercado. O que deveria ser apenas o fim de uma caminhada matinal se transformou em um exemplo doloroso do racismo enraizado na nossa sociedade.
Vestida de forma casual e sem a imponência de sua toga, a magistrada foi abordada por uma cliente que, de forma automática, a confundiu com uma funcionária do estabelecimento. Para a mulher, era considerado lógico que Adenir estivesse ali apenas para servi-la.
A lógica perversa do preconceito
Em um vídeo contundente publicado nas redes sociais, Adenir não poupou críticas à lógica perversa do senso comum brasileiro. Segundo ela, a senhora que a abordou agiu baseada em uma mentalidade que internalizou que negros não ocupam espaços de poder.
A frase que ecoou por todo o país foi um verdadeiro soco no estômago: "Sem a toga, sou só mais um corpo preto". A magistrada destacou que, longe dos símbolos de seu cargo, sua competência e autoridade são apagadas pela cor de sua pele diante da sociedade.
A luta por representatividade no Judiciário
Além do desabafo pessoal, Adenir Carruesco aproveitou o espaço para denunciar a baixíssima presença de mulheres negras em cargos de alta relevância no Judiciário brasileiro. A falta de representatividade alimenta o preconceito de quem não espera ver uma negra no topo.
Até o fechamento desta matéria, o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio que envolve uma de suas integrantes. O caso segue gerando revolta e debates intensos sobre o racismo estrutural nas redes sociais.
Isso prova que o racismo no Brasil não olha para o currículo? O que você acha disso? Conta nos comentários!