Advogada argentina acusada de racismo no Rio volta à terra natal e se arrepende: "Reagi mal"
A argentina Agostina Páez, de 29 anos, finalmente conseguiu deixar o Brasil após um verdadeiro calvário. A advogada, que responde por injúria racial no Rio de Janeiro, desembarcou na Argentina na noite desta segunda-feira visivelmente emocionada.
Em lágrimas ao chegar no aeroporto de Buenos Aires, a jovem afirmou estar "aliviada" e disse que viveu "um calvário" nos meses em que ficou impedida de deixar o território brasileiro. O momento foi registrado pela imprensa local.
Retorno e caução judicial
A grande reviravolta aconteceu após a Justiça do Rio autorizar sua volta, mediante pagamento de uma caução de R$ 97.260. Esse valor, equivalente a 60 salários mínimos, serve como garantia para eventual multa e reparação às vítimas, caso ela seja condenada.
Ao ser questionada pelos repórteres sobre o ocorrido, Agostina soltou uma declaração que pegou todos de surpresa: "Me arrependo por reagir mal". A frase gerou enorme repercussão nas redes sociais.
O histórico do caso em Ipanema
O caso começou em janeiro, em um bar de Ipanema. Segundo as investigações, a advogada se desentendeu com funcionários por causa da conta e passou a fazer ofensas racistas.
Imagens a mostram imitando gestos e sons de macaco e usando a palavra "mono", que significa macaco em espanhol. A defesa da argentina alega que ela não sabia que esse comportamento era crime no Brasil.
Andamento do processo criminal
No entanto, o Ministério Público sustenta que os relatos das vítimas foram confirmados por testemunhas e pelas câmeras de segurança do estabelecimento. O processo continua mesmo com ela na Argentina.
Agostina deverá manter contatos atualizados e atender às convocações da Justiça brasileira. Muitos internautas se mostraram indignados com a declaração da advogada.
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