Vorcaro pesquisou juiz e mandou mensagem para ministro do STF um dia antes de ser preso pela primeira vez
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pode ter recebido informações privilegiadas antes de ser preso pela primeira vez. As investigações revelaram que ele sabia que seria alvo da operação um dia antes dos agentes baterem à sua porta.
Pesquisa sobre o magistrado
De acordo com informações da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, o celular de Vorcaro continha registros de uma pesquisa no Google realizada em 17 de novembro de 2025. Na busca, ele queria saber quem era o juiz responsável pelo seu caso.
O nome pesquisado foi Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília. Este foi exatamente o magistrado que, horas depois, assinaria a ordem de prisão contra ele no âmbito da Operação Compliance Zero.
Mensagens e anotações suspeitas
No mesmo dia, Vorcaro fez uma anotação no bloco de notas questionando se contatos eram próximos ao juiz Ricardo Soares Leite. A mensagem teria sido enviada a um contato não identificado em modo de visualização única para dificultar o rastreamento.
Horas depois, já no dia 18 de novembro, ele entrou em contato com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na mensagem, ele perguntou: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
Suspeita de vazamento de informações
O material foi compartilhado pela Polícia Federal com parlamentares da CPMI do INSS. Isso reforçou a suspeita de que o banqueiro teve acesso antecipado a informações sigilosas da investigação.
As apurações indicam que Vorcaro e aliados podem ter acessado sistemas do Ministério Público e da Polícia Federal. A revelação levantou suspeitas sobre possíveis vazamentos de dados protegidos dentro das instituições.
Histórico judicial
Após a primeira prisão, Vorcaro foi solto em 29 de novembro por decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva. Ele passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de deixar o país.
No entanto, em 4 de março deste ano, o banqueiro foi preso novamente pela Polícia Federal durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. O caso agora ganha novos contornos com as suspeitas de acesso antecipado a informações judiciais.
Marca alguém que precisa saber dessa história e conta nos comentários: você acredita que houve vazamento de informações dentro do sistema judiciário?