POR ▼
POR
ENG
ESP

Tenente-coronel preso por matar esposa a tiros, cobrava sexo em troca de contas pagas

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em março 18, 2026
Tenente-coronel preso por matar esposa a tiros, cobrava sexo em troca de contas pagas
© TRIBUNA DO NORDESTE
Ouça esta notícia

Uma história de horror e abuso veio à tona nesta quarta-feira (18) com a prisão de um tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo. Geraldo Leite Rosa Neto é acusado de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, e depois tentar forjar tudo como suicídio.

A denúncia do Ministério Público revelou detalhes estarrecedores do relacionamento do casal. Mensagens extraídas do celular do oficial mostram que ele cobrava sexo da mulher em troca de pagar as contas da casa, numa chantagem emocional e financeira cruel.

Relação abusiva e mensagens reveladoras

"Eu invisto todos os meses, 3 mil reais de aluguel, 2 mil reais de condomínio... e você investe quanto? Investe amor, carinho, atenção, dedicação, sexo... mas nem isso você faz", escreveu o tenente-coronel em uma das conversas.

A resposta de Gisele foi direta: "Por mim separamos, não vou trocar sexo por moradia e ponto final".

O dia do crime e a manipulação da cena

O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro, dentro do apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo. Segundo a acusação, durante uma discussão, o oficial segurou a vítima pela cabeça e disparou contra o lado direito do crânio dela.

Depois, manipulou a cena, posicionou o corpo, colocou a arma na mão de Gisele e lavou as mãos para atrapalhar a perícia. O tenente-coronel ainda esperou cerca de 30 minutos para chamar socorro, tempo suficiente para alterar o local do crime e tentar apagar provas.

Histórico de violência e controle

O comportamento dele foi descrito pelo MP como possessivo, controlador e autoritário, com histórico de agressões físicas, humilhações e tentativas de isolar a vítima da família.

Dias antes de morrer, Gisele chegou a pedir ajuda aos pais e disse que não aguentava mais o casamento. O desejo dela de se separar é apontado como a principal motivação para o feminicídio.

Prisão e busca por justiça

A defesa do oficial nega as acusações e sustenta que a soldado tirou a própria vida. Mas as evidências reunidas pelo Ministério Público, incluindo mensagens e laudos periciais, levaram à prisão preventiva dele.

O caso vai a júri popular. A notícia gerou enorme comoção e revolta nas redes sociais, onde muitas mulheres compartilharam histórias de abuso e cobraram justiça.

Se você ou alguém que conhece passa por violência, denuncie. Ligue 180. A vida pode depender disso.


Notícias Relacionadas
Últimas Notícias