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STF autoriza transferência de banqueiro do Master para PF e delação premiada pode revelar esquema bilionário

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em março 20, 2026
STF autoriza transferência de banqueiro do Master para PF e delação premiada pode revelar esquema bilionário
© TRIBUNA DO NORDESTE
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Transferência autorizada pelo STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (19) a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro.

A mudança ocorre da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal. A medida acontece em um momento decisivo para as investigações do Banco Master.

A expectativa é que Vorcaro feche um acordo de delação premiada nos próximos dias. Ele deve detalhar o esquema bilionário que causou o colapso da instituição.

Nova defesa e sinalização de acordo

A novidade ganhou força após o banqueiro trocar sua defesa na semana passada. Ele deixou a banca de Pierpaolo Bottini e contratou o advogado José Luis Oliveira.

Oliveira é um dos criminalistas mais experientes e respeitados do país. A sinalização foi clara: Vorcaro está disposto a negociar com a Polícia Federal ou a PGR.

O objetivo do acordo é reduzir sua pena em troca de informações valiosas. O banqueiro é considerado a peça central do maior escândalo financeiro recente.

O colapso do Banco Master e o rombo de R$ 17 bilhões

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A instituição entrou em colapso financeiro completo na ocasião.

As investigações revelaram um rombo estimado em R$ 17 bilhões. O esquema envolvia carteiras de crédito falsas e tentativas de vender ativos fictícios ao Banco de Brasília (BRB).

O objetivo das fraudes era maquiar o tamanho real do prejuízo financeiro. A Operação Compliance Zero foi a responsável por deflagrar as prisões iniciais do caso.

Desdobramentos e nomes poderosos

Vorcaro foi preso novamente em março e agora pode desvendar toda a teia de corrupção. As investigações já atingiram funcionários do Banco Central.

Instituições ligadas ao esquema, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno, também sofreram liquidação. A delação pode atingir nomes ainda mais poderosos do meio político e financeiro.

O caso afetou milhares de investidores e mantém o mercado em alerta. O que você acha dessa delação? Quem mais deveria ser investigado? Conta nos comentários!


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