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Preso que decapitou colega em Pinheiros já matou outro detento com lençol

O sistema prisional de São Paulo foi palco de um crime bárbaro no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros. Rodrigo Galvão dos S...

O sistema prisional de São Paulo foi palco de um crime bárbaro no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros. Rodrigo Galvão dos Santos, de 42 anos, confessou ter decapitado e arrancado órgãos de um colega de cela. No entanto, este ato de extrema violência não é um caso isolado em sua extensa ficha criminal.

Conhecido pelo apelido de Rota, o detento já havia assassinado outro preso em agosto de 2022, na unidade III do mesmo complexo. Naquela ocasião, ele utilizou um pedaço de lençol para enforcar a vítima após uma briga inicial. O corpo foi escondido na cela para evitar a detecção durante a vistoria noturna dos agentes penitenciários. [FOTO_1]

O histórico de Rota revela uma trajetória de reincidência e brutalidade que dura mais de duas décadas no estado. Desde sua primeira prisão em 2002, ele acumula passagens por roubo, furto qualificado, sequestro e cárcere privado. Além disso, o criminoso registra ao menos 16 faltas graves cometidas dentro das unidades prisionais paulistas.

Ele declarou oficialmente à Justiça sua filiação ao Comando Vermelho e envolvimento com o Bonde do Cerol Fininho. Essa facção é notória por sua rivalidade com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e pelo uso de métodos cruéis de execução. A decapitação realizada no último sábado segue os moldes operacionais desse grupo criminoso específico.

A vítima mais recente, Washington Ramos Brito, havia sido presa sob suspeita de matar a própria mãe dias antes. Rota e seu cúmplice alegaram que a revolta contra o matricídio motivou o ataque brutal com lâminas de barbear. Eles afirmaram que não aceitam esse tipo de crime entre os detentos que dividem o mesmo espaço. [FOTO_2]

Após o crime, os agressores foram levados ao 91° Distrito Policial para prestar depoimento e realizar exames de corpo de delito. Rota agora aguarda novos julgamentos enquanto sua ficha criminal continua a crescer com crimes de homicídio qualificado e tortura. A Secretaria da Administração Penitenciária avalia medidas disciplinares rigorosas para o detento.

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