Operação Anomalia: PF desarticula rede de proteção ao Comando Vermelho envolvendo delegado e ex-secretário
A Polícia Federal deflagrou a Operação Anomalia na manhã desta segunda-feira no Rio de Janeiro. O objetivo central é desarticular um esquema sofisticado de venda de influência e vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho.
[FOTO_1]As ordens judiciais, que incluem quatro prisões preventivas e três mandados de busca, foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. A investigação aponta que a organização criminosa possuía uma rede de proteção infiltrada na própria segurança pública.
Entre os principais alvos estão o delegado da PF Fabrizio Romano e o ex-secretário de Estado Alessandro Pitombeira Carracena. A coluna apurou que o grupo contava também com a atuação direta de advogados e outros servidores públicos.
[FOTO_2]O grupo operava como intermediário para garantir que traficantes internacionais de drogas tivessem acesso a informações privilegiadas sobre investigações em curso. Em troca, eram negociados pagamentos vultosos em dinheiro e outros favores institucionais indevidos.
As apurações indicam que essas antecipações de dados permitiam que líderes da facção reorganizassem suas rotas antes da chegada da polícia. Esse monitoramento prévio garantia a impunidade de criminosos de alta periculosidade que atuam no estado.
[FOTO_3]Este desdobramento está vinculado ao inquérito que indiciou o deputado Rodrigo Bacellar e o ex-deputado Thiego Raimundo, o TH Joias. A conexão entre a política e o tráfico reforça a complexidade do cenário de corrupção investigado.
A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, estabelecida para cumprir determinações do STF sobre a atuação coordenada no Rio. Os suspeitos agora devem responder por crimes como lavagem de dinheiro e corrupção passiva qualificada.
A Polícia Federal segue analisando os materiais apreendidos para identificar outros possíveis beneficiários desse esquema de proteção. O afastamento imediato dos servidores públicos envolvidos já foi determinado pelas autoridades judiciais competentes.