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Mãe de Alana Anisio Rosa revela detalhes do ataque: "Ela lembra de tudo"

G Pro Brasil - Repórter da Tribuna do Nordeste
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Mãe de Alana Anisio Rosa revela detalhes do ataque: "Ela lembra de tudo"
© TRIBUNA DO NORDESTE
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A jovem Alana Anisio Rosa, de 20 anos, demonstrou uma força impressionante ao recobrar a consciência e relatar os detalhes do crime brutal que sofreu em São Gonçalo. Sua mãe, Jaderluce Anísio de Oliveira, utilizou as redes sociais para compartilhar que a filha se recorda minuciosamente de toda a ação criminosa ocorrida no dia 6 de janeiro.

Segundo o relato materno, a tentativa de feminicídio foi marcada pela frieza extrema do agressor, Luiz Felipe Sampaio, de 22 anos. O rapaz teria premeditado o crime, utilizando luvas para não deixar impressões digitais e invadindo a residência da família logo após Alana chegar da academia no bairro Galo Branco.

Alana descreveu momentos de puro terror, afirmando que o criminoso a derrubou e desferiu diversos chutes violentos em sua cabeça antes de iniciar os ataques com a arma branca. Ao todo, a estudante de medicina foi atingida por mais de 30 facadas, sofrendo ferimentos graves no rosto e por todo o corpo.

Um ponto crucial do relato destaca que a jovem ouviu o som do carro de sua mãe se aproximando e tentou reunir forças para gritar o mais alto possível. O agressor, que aparentemente não esperava o retorno precoce de Jaderluce, foi interrompido pela chegada da família, o que evitou um desfecho ainda mais trágico.

A motivação do crime foi a rejeição de um pedido de namoro enviado por bilhete junto a flores e chocolates. Alana, seguindo orientações dos pais, havia declinado as investidas de forma educada, justificando que seu foco atual eram os estudos e o sonho de se tornar médica.

Luiz Felipe, que conheceu a vítima pelas redes sociais e passou a persegui-la após vê-la na academia, não aceitou o "não". Atualmente, o suspeito está preso enquanto o processo segue na justiça da Região Metropolitana do Rio.

Após passar 15 dias em coma e enfrentar uma cirurgia delicada de cinco horas, Alana apresenta uma melhora progressiva e surpreendente. O caso reforça a urgência do debate sobre a violência de gênero e a proteção das mulheres que enfrentam comportamentos obsessivos e perigosos.

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