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Jovens usam "tadala" como pré-treino e para "performar" no sexo, mas risco é infarto e AVC

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em março 12, 2026
Jovens usam "tadala" como pré-treino e para "performar" no sexo, mas risco é infarto e AVC
© TRIBUNA DO NORDESTE
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Um comprimido virou febre entre os jovens brasileiros. A tadalafila, medicamento para disfunção erétil em homens acima de 40 anos, ganhou apelido carinhoso de "tadala" e está sendo usada de forma recreativa por quem não precisa.

Nas redes sociais, a pílula é vendida como solução milagrosa: promete melhorar o desempenho sexual, dar mais confiança e até funcionar como pré-treino para ganhar músculos. Só tem um problema: nada disso é verdade.

Placebo com risco de morte

Para quem não tem disfunção erétil, o efeito é puramente psicológico. O inchaço muscular que alguns sentem? É só vasodilatação passageira, um efeito placebo. Mas os perigos são bem reais.

O uso abusivo pode causar taquicardia, alteração brusca da pressão, desmaios, infarto, AVC e até morte súbita. Também há risco de priapismo – uma ereção dolorosa que não passa e pode causar danos permanentes.

Bengala psicológica

Especialistas explicam que muitos jovens recorrem ao remédio por ansiedade, insegurança e pressão para performar – tudo agravado pelo consumo de pornografia e dificuldade de criar conexões reais.

“A pessoa acredita que o comprimido vai resolver seus problemas de autoimagem e satisfazer a parceira, mas o sexo não se resume à penetração”, alerta um urologista.

O problema é que mais da metade dos usuários jovens compra o medicamento sem receita. E na internet, ainda há versões irregulares em gomas e suplementos proibidos pela Anvisa.

Dependência psicológica

A tadalafila não vicia quimicamente, mas pode criar dependência psicológica. O jovem passa a não conseguir ter relações sem o comprimido, virando refém da “bengala”.

A mensagem dos médicos é clara: uma falha isolada é normal. Se isso vira regra, o caminho é procurar um especialista, não a automedicação.

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