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Investigação de estupro contra adolescente com transtornos em Araçatuba

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em março 02, 2026
Investigação de estupro contra adolescente com transtornos em Araçatuba
© TRIBUNA DO NORDESTE
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Um crime grave foi registrado na última sexta-feira (27) em Araçatuba, envolvendo uma jovem de 16 anos com necessidades especiais. A vítima, que possui diagnósticos de TDAH, dislexia, retardo mental e depressão, foi violentada por dois adolescentes de 15 anos. O crime ocorreu após ela ser deixada pelo padrasto em uma academia no bairro Jardim Paulista.

De acordo com o depoimento, os suspeitos a abordaram e a atraíram para um terreno baldio na Rua Floriano Peixoto sob forte ameaça de morte. No local, os adolescentes praticaram abusos sexuais e tentaram a conjunção carnal forçada, conforme relatado às autoridades policiais. A jovem conseguiu fugir, vestiu-se e retornou sozinha à academia para buscar ajuda de seus familiares imediatamente.

O exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmou lesões na genitália da adolescente, servindo como prova técnica fundamental para o caso. A Polícia Civil já ouviu os envolvidos, sendo que um deles alegou atos consentidos, enquanto o outro negou os fatos de forma inconsistente. Essas declarações agora fazem parte do inquérito que apura a responsabilidade dos menores no ato infracional.

Como medida de segurança, foram solicitadas medidas protetivas de urgência, uma vez que os agressores residem próximo à residência da vítima. A delegacia também representou pela apreensão dos menores, que no momento aguardam o desenrolar do processo em liberdade. O acompanhamento psicológico da jovem será essencial devido aos seus diversos transtornos e ao profundo trauma sofrido.

O caso segue sob a responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba e contará com o suporte direto do Ministério Público. A comunidade local acompanha o desfecho com indignação, esperando que a justiça seja aplicada pela Vara da Infância e Juventude. A proteção integral de crianças e adolescentes com deficiência é uma prioridade prevista em lei para garantir a segurança dos mais vulneráveis.


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