Influenciadora “Cavalona do pó” ostentava lanchas e resorts com dinheiro de tráfico lavado em bets
A influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do pó”, foi presa em uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal. A ação desvendou um esquema nacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Vida de luxo e ostentação nas redes sociais
Com mais de 50 mil seguidores no Instagram, a empresária exibia uma rotina de ostentação constante. Ela postava viagens para destinos paradisíacos no Brasil e no exterior, além de hospedagens em resorts de alto padrão.
Suas fotos em lanchas luxuosas impressionavam os seguidores, mas escondiam uma realidade criminosa. A vida de glamour servia de fachada para atividades ilícitas monitoradas pela polícia.
O papel de 'batedora' no tráfico de drogas
Nos bastidores, as investigações da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) revelaram que ela atuava como “batedora”. Mirian era peça-chave no monitoramento de rotas para o transporte de entorpecentes pelo país.
Em dezembro do ano passado, ela foi flagrada pela PRF em Rio Verde (GO). Na ocasião, ela monitorava uma rota onde outro veículo transportava quase 30 quilos de skunk.
Empresa de fachada e lavagem em plataformas de apostas
A fachada de influenciadora de sucesso também escondia uma loja de calçados que funcionava como uma verdadeira “lavanderia” do tráfico. O estabelecimento recebia valores de diversos traficantes do Distrito Federal.
A Operação Resina Oculta mostrou que o grupo criminoso usava uma estrutura sofisticada, com empresas de fachada e “laranjas”. O esquema utilizava principalmente plataformas ilegais de apostas (bets) para movimentar o dinheiro.
Prisões e bloqueio de bens pela Justiça
A Justiça determinou a prisão temporária da influenciadora e o bloqueio de suas contas. Desde o dia 13 de março, ela passou a cumprir prisão domiciliar enquanto o processo avança.

A operação já cumpriu 41 mandados de busca, 9 prisões e bloqueou contas de 50 empresas e 12 pessoas físicas. Além disso, houve o sequestro de veículos de luxo pertencentes ao grupo.
Repercussão e investigações contínuas
O caso ganhou enorme visibilidade nas redes sociais, onde os seguidores agora se mostram chocados com a realidade por trás das fotos. A polícia afirma que o esquema envolvia dezenas de pessoas e não descarta novas fases da operação.
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