Influenciadora “Cavalona do Pó” aplicou golpe de R$ 65 mil e ainda ostentava luxo com dinheiro do tráfico
Antes de ser presa por tráfico e lavagem de dinheiro, ela já tinha condenação por estelionato. Como uma criminosa conseguia manter a fama de empresária de sucesso nas redes?
Condenação por estelionato
Mirian Mônica da Silva Viana, a influenciadora conhecida como “Cavalona do Pó”, já havia sido condenada pela Justiça em 2019. O crime de estelionato deixou uma vítima com um prejuízo de R$ 65 mil.
De acordo com os autos do processo, a vítima encontrou um anúncio de venda de um Hyundai Creta e iniciou as negociações de forma remota. Tudo parecia legítimo no início do contato.
O comprador chegou a se encontrar pessoalmente com um homem que se passava pelo proprietário do veículo. Entretanto, a negociação era parte de uma armadilha.
O esquema do falso veículo
O golpe foi se desenrolando pelo WhatsApp. Orientado pelo falso vendedor, a vítima realizou depósitos em contas indicadas por Mirian, acreditando que estava fechando um negócio honesto.
Quando tentou retirar o carro, a surpresa: não havia carro nenhum, e o dinheiro havia sumido. As contas bancárias usadas no golpe pertenciam a “laranjas”, o que dificultou o rastreamento.
O prejuízo de R$ 65 mil nunca foi recuperado pela vítima. Ela ainda teve que lidar com o verdadeiro dono do veículo ao registrar o boletim de ocorrência.
Prisão por tráfico internacional
Agora, anos depois, Mirian voltou a ser alvo das autoridades por um esquema muito maior. Ela foi presa em dezembro de 2025 em Rio Verde (GO).
A influenciadora atuava como “batedora” no transporte de quase 30 quilos de skunk que saíram de Manaus com destino a Brasília. Ela exibia uma vida de luxo nas redes sociais.
Com viagens internacionais, resorts e lanchas, Mirian também é suspeita de usar uma loja de calçados para lavar dinheiro do tráfico. A empresa recebeu valores de traficantes do Distrito Federal.
Lavagem de dinheiro e repercussão
Os valores estavam ligados à apreensão de mais de 47 quilos de haxixe. O caso ganhou enorme repercussão nas redes sociais, onde ela possui mais de 50 mil seguidores.
A imagem de empresária bem-sucedida escondia uma condenada por estelionato e uma peça-chave do tráfico nacional. A polícia já bloqueou contas e bens do grupo envolvido.
O dinheiro da vítima do golpe do carro continua desaparecido. Marca alguém que precisa saber dessa história de ostentação e golpe!