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Infância roubada: menino brasileiro de 7 anos morre atropilhado por ônibus na volta da escola na Bélgica

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em março 12, 2026
Infância roubada: menino brasileiro de 7 anos morre atropilhado por ônibus na volta da escola na Bélgica
© TRIBUNA DO NORDESTE
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Um menino brasileiro de apenas sete anos, Enzo Fernandes de Souza, morreu na Bélgica depois de ser atropelado por um ônibus enquanto voltava da escola. O acidente aconteceu no dia 3 de março, em Saint-Gilles, na região metropolitana de Bruxelas.

A criança não resistiu aos ferimentos e faleceu na quarta-feira (11). Enzo estava atravessando a rua na faixa de pedestres com a tia e outras duas crianças quando o veículo os atingiu.

A tia do menino ainda tentou salvar os sobrinhos e empurrou as outras duas crianças para fora do caminho do ônibus. Ela conseguiu evitar que elas fossem atingidas, garantindo a segurança dos demais.

Luta pela vida e complicações médicas

O menino brasileiro, no entanto, não teve a mesma sorte. Com o impacto, Enzo ficou gravemente ferido e precisou ser socorrido às pressas.

O estado de saúde dele era tão crítico que os médicos precisaram amputar sua perna esquerda para tentar salvar sua vida. Depois da cirurgia, Enzo foi colocado em coma induzido, mas o corpo da criança não reagiu bem.

O menino sofreu duas paradas cardíacas até que, na quarta-feira, não resistiu e morreu no hospital. O falecimento deixou a família e a comunidade brasileira na Bélgica em choque.

Apoio à família e mobilização da comunidade

A família de Enzo tinha acabado de se mudar para o país europeu. A mãe do menino havia dado à luz recentemente, e os pais da criança estavam na Espanha no momento do acidente.

Com a comoção, a comunidade local se mobilizou para repatriar os pais rapidamente. Também foram arrecadados fundos para auxiliar com as despesas hospitalares.

Investigação e segurança no cruzamento

O prefeito de Saint-Gilles, Jean Spinette, falou sobre o caso e disse que o cruzamento onde Enzo foi atingido é complicado. Segundo ele, um muro atrapalha a visibilidade no ponto onde três ônibus podem chegar simultaneamente.

Spinette afirmou que os semáforos estavam funcionando corretamente e que aguarda os resultados da investigação oficial. Ele ressaltou que ainda não se sabe o que o motorista poderia ter feito de diferente.

O prefeito também adiantou que já existem discussões avançadas para redesenhar o cruzamento. O objetivo é evitar que novas tragédias como essa aconteçam no futuro.


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